18 de maio de 2021

Milícia digital tenta instalar o caos na vacinação, diz David Almeida

Em uma coletiva de imprensa na tarde dessa quinta-feira (21), o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), disse que não existem desvios de vacinas no Amazonas, como chegou a ser veiculado nas redes sociais, com grande repercussão na imprensa.

As denúncias motivaram a suspensão da campanha de vacinação por um dia. Mas a imunização contra o novo coronavírus deve ser retomada ainda nesta sexta-feira (22), segundo estimativas da prefeitura de Manaus.

Segundo o prefeito, foi identificada uma ‘milícia digital’ que quer espalhar o pânico e desestabilizar o seu governo que está há apenas 22 dias comandando a nova prefeitura. Ele tachou de assassinos os que pretendem tumultuar as ações governamentais para frear o avanço da Covid-19 e salvar mais vidas.

Almeida atribuiu a fake news informações de que pessoas não enquadradas no grupo prioritário na primeira fase da campanha teriam sido vacinadas indevidamente, como o caso de duas jovens de famílias tradicionais de políticos, cerceando o direito de quem realmente era alvo da imunização contra a Covid-19 – profissionais da área de saúde e também indígenas.

“Não tem desvio de vacinas e nem de funções. Identificamos uma milícia digital que quer gerar o caos na cidade num momento em que Manaus e o Amazonas como um todo enfrentam a sua pior crise sanitária”, disse ele. “Esses assassinos estão matando as pessoas acometidas pela Covid-19 que precisam tanto do nosso auxílio diariamente”, acrescentou David Almeida.

O prefeito diz que já está com todas as informações disponíveis exigidas pelo MPF-AM (Ministério Público Federal no Amazonas) e TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas) para a divulgação da lista das pessoas vacinadas nesse primeiro momento.

“Só não divulga agora para a imprensa porque uma lei me impede. A divulgação cabe aos órgãos constituídos. Não quero atropelar a legislação”, explicou.

David Almeida disse que Manaus e o País como um todo vão entrar 2022 com uma possível terceira onda de coronavírus. “Tão cedo não vamos nos livrar da Covid-19 e já estou me preparando para isso”, afirmou ele.

O prefeito admitiu que não existem vacinas para imunizar toda a população e dificilmente será possível atingir 100% de cobertura vacinal. “Isso é uma realidade. Todos os países enfrentam as mesmas dificuldades”, disse. “Até Israel só conseguiu vacinar somente 20% das pessoas”, acrescentou.

Pressão

O conselheiro Mário de Mello, presidente do TCE-AM, determinou que a campanha de vacinação seja acompanhada de perto pelos fiscais. “Não permitiremos que pessoas que não se enquadrem nos grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19 sejam vacinadas em detrimento ou não da vacinação dos que devem ser imunizados. Iremos fiscalizar”, ressaltou.

De acordo com as redes sociais, juízes e magistrados do Tjam (Tribunal de Justiça do Amazonas) também teriam sido privilegiados na primeira fase da campanha de vacinação, mas o desembargador Domingos Jorge Chalub, presidente da Corte, divulgou nota desmentindo as informações.

“Nada disso representa a verdade. São dados mentiroso”, disse a nota.  “Qualquer denúncia acerca de desvio de vacinas deverá ser devidamente apurada pelos órgãos responsáveis com o máximo rigor”, ressaltou o magistrado.

A polêmica se acirrou quando Gabrielle Kirk Lins e Isabelle Lins postaram fotos nas redes sociais sendo vacinas. Elas fazem parte de um grupo tradicional de políticos que ainda dominam o poder público no Amazonas. E teriam furado a fila da campanha por influência familiar.

Posteriormente, o prefeito David Almeida esclareceu que as duas jovens são médicas, atuam em UBS e, portanto, tinham direito de tomar a vacina. Mas o que intriga e desperta suspeitas é que as duas só foram nomeadas no dia 18 de jameiro, um dia antes de começar a campanha de vacinação.

“Como fazem tanta polêmica num momento em que precisamos tanto de ajuda. São fatos irrelevantes e que foram levados muito a sério, prejudicando o nosso trabalho de vacinação contra a Covid-19”, protestou o prefeito. “O momento é de união para enfrentarmos essa doença tão terrível”, afirmou.

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