Milhares fogem da violência no Quirguistão; mortos já são 117

Centenas de milhares de uzbeques tentam deixar o sul do Quirguistão para fugir da onda de violência, que já matou ao menos 117 e causou ampla destruição na região. Segundo Jallahitdin Jalilatdinov, chefe do Centro Nacional Uzbeque, ao menos 100 mil pessoas estão na fronteira tentando entrar no Uzbequistão, causando caos na região.
O Quirguistão, que ga­nhou a independência após o colapso da ex-União Soviética, em 1991, enfrenta grave crise política desde a deposição de Kurmanbek Bakiyev, em 7 de abril.
O número oficial de mortos subiu para 117 e o de feridos para cerca de 1.500, de acordo com o Ministério da Saúde da ex-república soviética da Ásia Central. Segundo os últimos dados divulgados, 1.485 pessoas solicitaram assistência médica, das quais 779 foram hospitalizadas e 602 receberam tratamento ambulatorial, informou a agência AKIpress.
“Seis policiais morreram por tiros e outros 17 ficaram feridos à bala no desempenho de suas obrigações de garantir o cumprimento do regime de estado de emergência na região de conflito nas duas regiões”, disse um porta-voz do Ministério do Interior quirguiz.
Novos confrontos atingiram a cidade de Och -a segunda maior do país, próxima da fronteira com o Uzbequistão- hoje, onde a água e alimentos começam a se tornar escassos. Homens armados saquearam lojas, levando comida e aparelhos eletrônicos.
No distrito de Aravanskoe, a principal área uzbeque, que concentra lojas e restaurantes, ruas inteiras foram incendiadas. Apesar das patrulhas policiais, tiros são ouvidos pela cidade.
Veículos furtados de áreas uzbeques foram vistos passando em alta velocidade pelas ruas, em sua maioria levando jovens quirquizes em posse de barras de ferro e outras armas.
Dos cerca de 5,3 milhões que vivem no Quirguistão, 69% são de etnia quirquiz, 14,5% são uzbeques e 8,4 são de etnia russa. No entanto, no sul do país, os uzbeques representam 40% dos cerca de 1 milhão que vivem na área de Jalal Abad e cerca de 50% na região de Och.

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