No mundo inteiro neste período de pandemia, o que fazia a diferença entre os países era a maneira como os governos trabalhavam seus programas sociais no sentido de beneficiar a população. Chegou-se mesmo a fazer uma comparação entre o Sistema de saúde americano com o brasileiro, visto que lá pelas bandas do Tio Sam não existem as benesses que a saúde pública brasileira oferece à população.

Um pouco além do aspecto diretamente hospitalar, o desemprego foi outro pilar que a pandemia globalizada trouxe como um desafio para governos e governantes. Simplesmente distribuir dinheiro, ou apenas promover modelos de manutenção de empregos, passou a ser um dilema fundamental para o sucesso ou fracasso de antigos gigantes econômicos que se transformaram por conta da pandemia em fracassos econômicos e sociais.

Neste caminho o governo brasileiro criou o auxílio emergencial que depois de muita discussão e busca de “proprietários” dos direitos autorais, ficou fixado nos R$ 600,00 que foram distribuídos nas longas e conturbadas filas das agências das Caixas Econômicas Federais. Pouco se falou à própria população sobre o principal entrave desta primeira etapa, em relação à quantidade de brasileiros que deveriam ser enquadrados neste benefício. Levando em conta que o auxílio emergencial deveria ser uma ajuda prioritária aos mais pobres, desempregados, a equipe econômica calculou que seria um programa que deveria alcançar uma média de quarenta milhões de brasileiros.

Quando o programa começou a ser implementado e as filas deram a impressão de um processo falido ou mesmo mal elaborado, na verdade o grande problema é que o número de inscritos para receber aquilo que chegou a ser chamado de MIGALHA, chegou a cento e setenta milhões de pessoas. Esta diferença entre o projetado e o efetivamente acontecido por si só já explica os problemas, o que foi depois mostrado na quantidade de pessoas que receberam indevidamente o benefício. Falaram em migalha, mas se contorceram para receber.

Agora estamos vivendo uma segunda etapa, quando o governo resolveu que deveria estender o auxílio, até o final do ano, por mais quatro parcelas, diminuindo o valor do auxílio para R$ 300,00 por conta da própria capacidade de pagamento do governo que vai dispor de noventa bilhões para esta segunda etapa. Já tem gente, como sempre disposta a criar problemas falando em judicialização, como se o governo ao colocar este AUXÍLIO à disposição do povo, pudesse ser acusado de alguma coisa, pois não está se omitindo de qualquer obrigação.

A nível econômico, tanto a primeira quanto a segunda etapa deste chamado Auxílio Emergencial, que entre as outras medidas de apoio à pandemia estourou seu orçamento que elevou déficit previsto ´para menos de duzentos milhões de reais, chegando a quase novecentos milhões. No entanto, a renda, mesmo pequena individualmente, circulou e fez com que fosse evitada uma parada total da atividade econômica, um caos total, levando setores produtivos a continuar em funcionamento, mesmo que parcialmente.

Muita gente reclama ou critica os fatos econômicos que estão acontecendo principalmente durante a pandemia, sem ter o conhecimento necessário para fazer qualquer análise. A economia precisa ser vista como UM TODO, onde muitos fatores interferem no funcionamento da máquina produtiva e uma pequena mudança ou um lapso de gestão, por menor que seja pode provocar uma crise difícil de recuperar.

Os brasileiros infelizmente não estudam sobre os fatos modernos de sua história e a ideia de que tem uma memória bem pequena e fraca se consolida quando se vê pouca gente conhecendo ou lembrando da engenhosidade que foi o Plano Real, quando ECONOMISTAS BRASILEIROS salvaram a situação de nosso país contra todas as expectativas mundiais. Até hoje a maioria dos jovens não sabe ao menos quem são os autores do Plano, quanto mais o COMO FOI ELABORADO. Talvez por este motivo muitos vão CONTINUAR A SE CONTENTAR COM MIGALHAS.

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