Micro e pequenas recebem R$2,69 mi

Papel de guaraná, vinho de cupuaçu, voadeira solar e azeite extra virgem de castanha-do-Brasil são alguns dos projetos inovadores contemplados pelo segundo edital do Pappe Subvenção Finep Amazonas –programa estadual de apoio à pesquisa. São 19 micro e pequenas empresas que receberão R$ 2,69 milhões da Fapeam (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e Seplan (Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Econômico).
Considerando as 19 empresas enquadradas nos parâmetros do Pappe Subvenção Finep e as quatro que estão na lista de espera, são 23 projetos, somando R$ 3.086.163,30. Dentre os projetos aprovados, os cinco com aporte de recursos mais expressivos representam 34,68% dos R$ 2,69 mi destinados. Entretanto, o projeto mais caro está entre os que dependem da desistência de um dos 19 contratados. A empresa Amazon Store, que fabrica vinho a partir fruta cupuaçu, almeja R$ 199.924,65 para desenvolver seu projeto e levar a bebida ao mercado.
Gester de Souza Bentes é um dos três empresários do interior do Estado que tiveram seus projetos classificados para receber os recursos. O nome de sua empresa é Mudas da Amazônia, está situada na cidade de Nova Olinda do Norte e produz a atualmente apenas mudas de banana. Com o aporte do Pappe Subvenção (Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Micro e Pequenas Empresas na Modalidade Subvenção Econômica) no valor de R$ 177.797,80, Bentes espera iniciar a produção de mudas de caraua, como especifica seu projeto-base.

Produtos procurados

Assim como as outras empresas, a Mudas da Amazônia receberá 60% do valor total em setembro deste ano, ou seja, R$ 106.676,68. O restante do investimento ainda não tem data definida, mas os empresários esperam que seja ainda este ano. A fábrica emprega 17 funcionários, comercializa a produção de 450 mil mudas anuais e o capital inicial investido foi de R$ 500 mil.
Um dos produtos mais procurados pelas pessoas que estiveram no lançamento desta edição do Pappe foi o papel de guaraná. Maria Salete Rocha, dona da empresa Refiam (Reciclagem e Fibras da Amazônia), trabalha como artesã profissional há 15 anos e estruturou seu ateliê formalmente há dois anos.
A Refiam produz papéis com cascas de cebola, fibras da bananeira e futuramente com o fruto do guaraná. “Com esse investimento eu vou poder ampliar a minha produção, empregar mais pessoas, e por em prática o projeto de fazer papel do guaraná”, disse Maria. Ela explicou, ainda, que na primeira semana de junho, a produção será feita no Dimpe (Distrito de Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte) Ozias Monteiro, onde ela pretende instalar a empresa e elevar a produção até então familiar, para escala industrial.

Programa apoia desenvolvimento de projetos

O Pappe Subvenção Finep Amazonas é um programa que apoia o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica com recursos não-reembolsáveis em micro e pequenas empresas do Estado. O programa visa o aumento da cultura de inovação e competitividade das micro e pequenas empresas.
O programa resulta de convênio firmado entre a Fapeam e a Finep, tendo como co-executoras a Sect/AM (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas), Seplan, Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), IEL (Instituto Euvaldo Lodi), Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas) e o Sebrae/AM (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas).
O primeiro edital do Pappe Subvenção foi em 2008 e divide-se em duas etapas, ocorridas em junho e dezembro, respectivamente. O edital vigente teve a primeira etapa executada ontem, durante reunião de orientação para os empresários participantes do Pappe Subvenção, na sede da Afeam, na avenida Constantino Nery, nº 5.733, bairro de Flores, Zona Sul de Manaus. A segunda etapa está sem data definida, porém os empresários esperam que os organizadores sigam o edital anterior, cumprindo a segunda parte do edital 2009 no segundo semestre deste ano.
A diretora técnica da Fapeam, Elizabete Brocki, iniciou a reunião com orientações sobre os processos necessários para implantação e liberação da primeira parcela dos recursos (60%), que deve acontecer a partir do mês de setembro de 2009.

Soja emagrece e combate males da menopausa

A empresa Amazon Soy, fabricante de compostos em pó a base de soja, está no mercado há cinco anos e além de atender o comércio de Manaus, vende para lojas de Brasília.
A produção é pequena com 250 unidades mensais de sete produtos diferentes. Entre os de maior procura estão o M-Saúde e o M-Esbelt, ambos são misturas em pó fundamentadas na soja. O primeiro trabalha na reposição hormonal durante a menopausa. Já o segundo produto é uma reunião princípios ativos que devem ser adicionados ao leite, formando uma bebida inibidora de apetite.
Maria Alderi Lima, proprietária da empresa, disse que algumas distribuidoras de outros Estados e até de outros países já a procuraram para revender seus produtos. Apesar da demanda ela não pode atender todos os pedidos. “Minha produção é familiar e não tenho capacidade de fazer todos os pedidos. Com esse dinheiro eu pretendo industrializar o processo e adicionar sabores de frutas regionais aos compostos”, completou Maria Alderi.

Primeira edição tem resultados positivos

O engenheiro elétrico Roberto Lavor, proprietário da Hitec, faz parte do primeiro grupo de empresários beneficiados com o Pappe. O projeto dele visa sanar a escassez de energia elétrica no interior do Estado do Amazonas, por meio da utilização da energia solar. Dados da empresa indicam que 73% do Estado não possui oferta regular de energia elétrica.
Segundo Lavôr, o protótipo final será finalizado em julho, e em agosto começa a produção em escala industrial. “Com o protótipo pronto nós iremos começar a fabricação do gerador e das placas de captação de energia solar, para atender residências e pontos comerciais em todo o Estado”, afirmou.
Os painéis solares fabricados pela empresa Hitec tem vida útil de até 25 anos. As baterias do gerador são projetadas para suportarem dois anos de utilização contínua. O valor investido no projeto foi de R$ 100 mil.

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