Michel Temer garante que o PMDB não tem medo do avanço de Dilma

O presidente da Câmara e provável vice na chapa da petista Dilma Rousseff à Presidência, Michel Temer (PMDB-SP), descartou a possibilidade de o PMDB perder espaço nas eleições com o crescimento da ministra da Casa Civil nas pesquisas. “Nem se cogita nesse sentido”, disse Temer durante evento com empresários em São Paulo.
Pesquisa Datafolha mostra que Dilma atingiu 28% das intenções de voto e reduziu de 14 para 4 pontos percentuais a distância que a separa do principal rival, José Serra (PSDB), que tem 32%.

O crescimento da ministra da Casa Civil foi verificado em todos os cenários do levantamento. A pesquisa mostra estagnação nos índices de Ciro Gomes (PSB) e de Marina Silva (PV).
Temer disse ainda que hoje, 02, haverá um encontro entre ele, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ministro Nelson Jobim (Defesa), o ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para começar a formular um plano de governo do PMDB. “Nós vamos fundir os programas do PT e PMDB [mais para frente]”, disse o presidente da Câmara.

Temer minimizou o resultado da pesquisa Datafolha mostrando que apenas 14% dos entrevistados considera o desempenho dos congressistas ótimo ou bom.
“Isso não nos deve assustar. É preciso apurar e depurar”, afirmou o deputado, que participou de um almoço com cerca de 200 empresários em São Paulo.
Segundo Temer, a baixa aprovação se explica pelo fato de o Legislativo ser o Poder de maior transparência. “Quando a democracia está em vigor, o Legislativo está em baixa”, disse ele, lembrando que a aprovação do Congresso era alta quando o país passava pela redemocratização nos anos 1980.

O deputado disse ainda que espera votar este ano o projeto que impede a candidatura de políticos com ações na Justiça. De acordo com Temer, para que o projeto passe direto para o plenário serão usadas propostas que já estavam em tramitação na Câmara.
A ideia que mais ganha força entre os parlamentares é estabelecer que a restrição só seja aplicada após a análise do processo pela segunda instância do Judiciário. A justificativa dos deputados é de que as disputas regionais muitas vezes provocam perseguição política que levam a denúncias sem fundamento, por isso a condenação em primeira instância não seria suficiente para vetar a participação de um parlamentar.

Segundo pesquisa Datafolha, a avaliação popular do desempenho do Congresso Nacional continua mais negativa do que positiva. No entanto, a percepção se mantém estável em relação ao levantamento mais recente.

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