Mesmo com alíquota da importação baixa, preço do trigo aumenta 8%

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O custo do pão francês não deve cair, mesmo com a redução da alíquo­ta de importação do grão do trigo de 10% para zero, determinada recentemen­te pela Camex (Câmara de Comércio Exterior).

Apesar da redução da alíquota de importação do grão do trigo de 10% para zero, determinada recentemente pela Camex (Câmara de Comércio Exterior), o preço do pãozinho francês não vai cair. Ao contrário, o custo do produ­to deve subir a partir do próximo mês. O acréscimo foi motivado pelo reajuste no valor do cereal no mercado internacional, de onde vem a maior parte do trigo consumido no Brasil.
O presidente do Sindi­pan (Sindicato das Indús­trias de Panificação e Con­feitaria do Estado do Ama­zonas), Carlos Alberto­ Azevedo, informou que o aumento de 8% no grão de trigo estrangeiro aconteceu na última segunda-feira de Carnaval. “Essa mudança vai repercutir no preço da farinha de trigo, mesmo com a diminuição da taxa de importação”, garantiu.
De acordo com o dirigente, a previsão é de que o repasse para o custo da farinha de trigo seja feito em março e, consequentemente, para o consumidor final. Na periferia de Manaus, os panificadores cobram, atualmente, cerca de R$ 4 pelo quilo do pão francês. Já na região central da cidade, o mesmo volume de pão sai por R$ 7,50.
No entanto, a Trigolar, única moageira de trigo do Estado, já realizou o reajuste no valor da farinha. O su­perintendente da empresa, Fortunato Fuchio Neto, afir­mou que no início deste mês de fevereiro o custo do produto teve incremento de 6,7%, passando a ser vendido por R$ 80, a saca de 50 quilos. “Apesar de não termos concorrência local, estamos praticando o menor preço, na tentativa de segurar esse impacto”, disse.
Segundo o empresário, o reajuste das indústrias de outros Estados, que também­ abastecem o Estado do Ama­zonas, foi superior, variando entre 8% e 10%.

Reajustes
implementados

De julho de 2007 até o primeiro mês deste ano, o valor do grão do trigo argentino registrou acréscimo de 20,2%. Neste intervalo, o custo/frete da tonelada do cereal saltou de R$ 554,88 para R$ 667,08, conforme Fortunato Neto. “Embora, a taxa cambial tenha apresentado retração de 5,4% não compensou o aumento do grão”, explicou. No sétimo mês do ano passado, o dólar era cotado a R$ 1,91, caindo para R$ 1,81 em janeiro de 2008.
O superintendente da Trigolar comentou que o governo federal fez a parte dele, porém “a isenção não ajudou em nada”. Mesmo com a mudança na alíquota de importação para os países de fora do Mercosul, a principal origem do trigo comprado no exterior vai permanecer sendo a Argentina. “A aquisição do grão de nosso ‘vizinho’ continua a ser mais vantajoso por questões de qualidade, logística e principalmente preço”, afirmou.

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