Mercado imobiliário fatura R$ 205 milhões em Manaus

Se a pandemia do novo coronavírus foi ruim para muitos setores da economia no Amazonas, a construção civil não tem do que reclamar. O segmento estima um crescimento de pelo menos 30% nos negócios nos três primeiros meses de 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado.

As estimativas são da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas). De março até maio, foram vendidos mais de 800 novos imóveis só em Manaus, o que corresponde a um faturamento de R$ 205 milhões. 

As vendas online impulsionaram a demanda por apartamentos e casas na capital. Foi a grande estratégia das empresas para ‘turbinar’ os novos empreendimentos. Em tempos de Covid-19, o setor teve que se ‘reinventar’ para conquistar os clientes numa época em que praticamente a maioria dos consumidores está mais comedida em gastar, na avaliação de consultores econômicos.

Some-se a isso a um cenário de juros baixos e ofertas com descontos muito competitivos no mercado imobiliário em Manaus. As taxas vão de 1,5% a 2,5% ao ano. Muito convidativas para um consumidor que esperou a melhor oportunidade para sair do famigerado aluguel.  

As facilidades dos financiamentos de programas de aquisição de imóveis, como o programa Minha Casa, Minha Vida, ajudaram a manter os negócios. E as expectativas é que o setor ganhe mais incremento até o final do ano, apesar da crise na saúde.  

Tarumã, Ponta Negra, Lírio do Vale, Lagoa Azul, Alvorada e Parque 10 são as áreas mais procuradas para a compra de imóveis em Manaus, segundo a Ademi-AM. “Mesmo nesses tempos difíceis, não houve uma grande incidência de contaminação dentro da construção civil, isso em todos os Estados. Todos esses aspectos propiciaram que continuássemos trabalhando. E as obras continuaram crescendo”, diz o presidente da Ademi-AM, Albano Máximo.

Segundo ele, a construção civil passou praticamente muito bem pela crise causada pelo novo coronavírus no Amazonas e também no resto do País. “Ao contrário de outros setores, as atividades mantiveram um bom fôlego durante esse período e a tendência é que tenham uma maior expansão até dezembro”, acrescenta Máximo.

Oportunidade

O consultor comercial Eduardo Mocarzel avalia que o momento é muito propício para a aquisição de um imóvel, mesmo nesse cenário adverso para a maioria dos segmentos da economia. “Estamos vivendo um período de mínima histórica dos juros no Brasil. Então, é uma oportunidade muito boa para a pessoa sair do aluguel, pois se consegue um financiamento com uma parcela muito competitiva”, argumenta. “Até bem abaixo do aluguel”, ressalta.

O enfermeiro Leandro Roque conta que esperou a melhor opção para a compra do imóvel tão almejado em Manaus. Já estava cansado de pagar o aluguel que impactava em seu orçamento, sem retorno financeiro. Economizou por muito tempo e só agora conseguiu fechar um bom negócio. “Foram anos e anos de consulta, mas a grande oportunidade apareceu em boa hora”, comemora.

As pequenas reformas em imóveis também turbinaram as vendas nas lojas de materiais de construção durante a quarentena em Manaus. Muitas pessoas aproveitaram para fazer pequenos reparos em casa, uma forma de unir o útil ao agradável – a terapia ocupacional para aliviar o estresse provocado pelo isolamento social para frear o avanço da Covid-19 na região.

Melhor também para a autoestima da população consumidora. As empresas do setor mantiveram as atividades sem restrições porque fazem parte da lista de serviços essenciais, fato que ajudou bastante a manter o dinheiro circulando nas lojas.

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