Mercado espera alta demanda na Copa

Com o maior fluxo de turistas estrangeiros em Manaus durante a Copa do Mundo, o mercado de câmbio se prepara para atender a demanda pelo serviço de troca de moedas. Por outro lado, gerentes afirmam que é impossível prever um bom desempenho no setor devido a fatores como a recente alta do dólar e ao uso disseminado de cartões de crédito e débito entre os visitantes.
O Grupo Fitta, por exemplo, criou estratégias específicas para o período de jogos. “Vislumbrando a Copa do Mundo, fizemos parceria com hotéis e agências de turismo para vender conosco. Buscaremos turistas nos hotéis e levamos ao seu destino, e levamos a moeda onde estiverem hospedados para maior comodidade. A ideia é buscar essa fatia lucrativa nesse período”, explica o gerente do Grupo Fitta, Josué Corrêa.
O executivo se mostra confiante nos resultados e visa uma possível queda nos preços dos serviços de câmbio em função da demanda prevista.
Corrêa explica que a mudança na movimentação do câmbio local se dará mais em função do grande fluxo do euro. Devido aos jogos de equipes europeias, espera-se uma alta circulação da moeda na cidade. “A expectativa é de que a oferta seja grande e o preço caia, e com isso, o câmbio dê uma recuada. Mas o mercado financeiro é algo muito relativo que não se pode prever”, avalia.
Por outro lado, o gerente da Amazônia Câmbio, Daniel Nogueira, não tem certeza quanto ao comportamento do mercado durante a Copa. Ele ressalta que, nos últimos dias, o dólar subiu de R$ 2,35 para R$ 2,39 e pondera que essa tendência de alta talvez se mantenha.
“A intenção é que o mercado se movimente bem, mas é uma ‘faca de dois gumes’, não tenho certeza do que vai acontecer até a chegada dos turistas. Espero que o dólar caia no início da Copa”, diz.
Para atrair o público estrangeiro, o gerente aposta no marketing clássico de vendas. “Estamos panfletando, colocando anúncios nas rádios e analisando se divulgamos na TV”, afirma.

Corecon
Já o presidente do Corecon-Am (Conselho Regional de Economia), Marcus Evangelista, argumenta que não deve haver grande movimentação nas casas de câmbio, uma vez que boa parte dos turistas estrangeiros prefere pagar as contas com cartões, até por questão de segurança. O economista acrescenta que, caso a demanda maior se confirme, provavelmente, as casas de câmbio vão aumentar as taxas de operações de troca.
“Acredito que os cambistas não vão lucrar em período de campeonato aqui em Manaus. O câmbio oscila em todos os aspectos, mesmo em questão de Copa do Mundo. Se acontecer, é possível que fique mais caro. Eles vão querer ganhar e não perder. Os estrangeiros têm costume de utilizar cartões de crédito e débito. É difícil eles trocarem dinheiro, até por receio de assaltos”, analisa.

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