Mercado eleva previsão de inflação para 5,18%

Depois de uma previsão do Banco Central de aumento na inflação, foi a vez dos economistas ouvidos pela instituição reverem as perspectivas para este ano. No relatório Focus divulgado ontem os profissionais aumentaram de 5,16% para 5,18 % a estimativa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 2010. Esta é a 11ª vez que o índice é revisto para cima.
O relatório Focus também aponta aumento de inflação para 2011. O índice subiu de 4,7% no último levantamento para 4,74%.
Os economistas mantiveram as expectativas de elevação para a taxa básica de juros (Selic). Segundo relatório, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve reajustar para 9,25% os juros básicos na próxima reunião em abril. Eles acreditam em uma taxa de 11,25% para o final do ano e de 11% para 2011.
Segundo o relatório, o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 5,52% em 2010. O número representa leve alta no otimismo em relação à previsão passada quando os economistas acreditavam no crescimento de 5,51%. O Banco Central prevê crescimento de 5,8%.
As revisões do Boletim Focus seguem as previsões dos próprios técnicos do Banco Central. Na ultima semana, o Relatório Trimestral de Inflação elevou o patamar esperado para a inflação neste ano. O texto apontou IPCA em 5,2% para 2010 e 4,9% para 2011.
Os principais elementos apontados como fatores de pressão nos preços foram a demanda interna aquecida, aumento da utilização da capacidade instalada da indústria e uma recuperação no preço das commodities.
As repetidas elevações dos economistas na previsão de inflação do Relatório Focus se somam às projeções do Banco Central e devem servir de argumento para justificar a revisão da Selic na próxima reunião do Copom.
A ata do encontro de março já sinalizava um possível aumento para o encontro seguinte. O documento evidenciou um consenso para a necessidade de adequação no índice. Três dos oito integrantes votaram pela elevação na época.

Previsões de economistas

A previsão de fechamento do dólar neste ano se manteve estável em relação ao último relatório. O câmbio deve ficar em R$ 1,80 em 2010. O valor previsto para 2011 ficou acima do número anterior (R$ 1,90 contra R$ 1,85).
Os economistas acreditam que o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) feche 2010 em 7,14%. Em 2011, o índice deve ficar em 4,70%. Na última semana, as projeções eram de 6,82% e 4,55%, respectivamente.
O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) foi revisto para cima pelos economistas. Na 12ª elevação consecutiva, o índice saiu de 6,54 % para 6,80%. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos administrados, como contas de luz e aluguéis.
A previsão de R$ 10 bilhões de superavit da balança comercial se manteve estável pela 10ª vez consecutiva. Já a expectativa de deficit nas contas correntes subiu de R$ 50 bilhões para R$ 60 bilhões.
O relatório mostrou pessimismo para os investimentos estrangeiros diretos. O número caiu de R$ 38,30 bilhões no último levantamento para R$ 38 bilhões. A projeção para relação dívida/PIB ficou estável em 41,40%.

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