29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Mercado de tradução aquecido

A demanda de profissionais da área contribuirá para que o Brasil entre na rota dos negócios internacionais

Economia em alta e grandes eventos esportivos impulsionarão a expansão do setor de tradutores (para documentos, textos, livros, entre outros) e intérpretes (em conversas ou reuniões, com traduções simultâneas, por exemplo), nos próximos anos, aponta especialista. De acordo com o Pérsio Burkinski, intérprete há mais de 20 anos e diretor-fundador da Millennium Tradução e Interpretações, o país já vem passando pelo aumento na procura desses profissionais. “E com a realização da Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Brasil irá entrar na rota dos negócios internacionais, impulsionando ainda mais a demanda”, avalia. De acordo com ele, novos negócios poderão também surgir, inclusive nas áreas como construção civil, transporte, TI, telecomunicações, energia e pré-sal. “O setor de tradução e interpretação de línguas estrangeiras estará extremamente aquecido, pois trata-se de um serviço de essencial necessidade devido ao grande volume de negócios e oportunidades que atingirão o Brasil”, aponta Burkinski.
Entre os principais serviços exigidos dos profissionais da área está o de tradução simultânea em congressos e palestras. Atualmente, o Brasil está listado entre os dez países no ranking da AICC (Associação Internacional de Congressos e Convenções), e deverá avançar nos próximos anos. “Com a aproximação dos grandes eventos esportivos, a quantidade de acontecimentos deste tipo certamente aumentará, o que exigirá um número cada vez maior de tradutores e intérpretes qualificados para suprir essa demanda”, explica Pérsio Burkinski. Também movimentam as atividades do setor os serviços de tradução de websites, contratos e documentos oficiais, a implantação de softwares de empresas multinacionais no país, o acompanhamento de empresários e autoridades políticas, estrangeiros em reuniões de negócios e o monitoramento às atividades turísticas.

Carências e necessidades do mercado

Apesar do cenário de crescimento previsto para os próximos anos no Brasil, o mercado de traduções e interpretações se depara com um problema: a carência de profissionais, em quantidade e qualidade, para suprir as futuras demandas. “Para driblar esses obstáculos, será necessário investir cada vez mais na formação e no treinamento dos atuais e dos novos tradutores”, recomenda Pérsio Burkinski.
Ele revela que segundo o Sintra (Sindicato Nacional de Tradutores), existem registrados no país menos de 3 mil profissionais da área, o que é pouco para a demanda. “Quem pretende trabalhar com tradução e interpretação de línguas estrangeiras não pode apenas conhecer outro idioma, mas deve também saber a fundo a parte técnica. O ideal seria fazer um curso específico de tradução, existem cursos de graduação, extensão e pós-graduação na área, em universidades de todo o Brasil, além disso, é essencial ter também estágio na área e vivência no exterior”, ressalta o especialista, que informa que o salário médio do profissional é de R$ 6 mil.
O Sintra, por meio das informações do seu portal, aponta também oportunidades de trabalho com tradução de legendas, para dublagem e transcrição de áudio. Além disso, há a tradução juramentada, em que o profissional precisa ser concursado e registrado pela Junta Comercial da cidade ou região onde mora, para traduzir documentos oficiais (licitações, contratos, processos etc.).
A procura maior ainda é a tradução para o inglês, representam cerca de 80% da demanda. Em seguida, vêm o alemão, francês, japonês, o mandarim (China) e o árabe são idiomas que estão despontando no mercado de tradução. “E o profissional que domina mais de um idioma estará em vantagem no mercado, já que são poucos os que falam essas outras línguas”, disse Pérsio.
Burkinski alerta às empresas e órgãos públicos que costumam contratar tradutores e intérpretes quanto à importância da qualidade do serviço prestado por esses profissionais. “Inclusive, governo e prefeituras, que através de licitação, contratam um serviço por ser mais barato e, entretanto, é de péssima qualidade, deixando uma má imagem do país por enviar documentos com traduções com erros”, explica o especialista, que recomenda que o ideal é que os órgãos busquem empresas e profissionais de renome do setor.

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