18 de abril de 2021

Mercado de Trabalho – Capacitação & Especialização

“Resistir à visão ideológica dominante seria um gesto quixotesco, que serviria apenas para suscitar o riso da platéia. Quando não o desprezo do seu silêncio

“Resistir à visão ideológica dominante seria um gesto quixotesco, que serviria apenas para suscitar o riso da platéia. Quando não o desprezo do seu silêncio. Mas, como desconhecer que há situações históricas tão imprevistas que requerem a pureza da alma de um Dom Quixote para enfrentá-las como alguma lucidez? E como a história ainda não terminou ninguém pode estar seguro de quem será o último a rir ou a chorar.” Celso Furtado

Nesse limiar da segunda década do século 21, pós-crise financeira mundial, chega-se a um novo momento da estruturação do sistema de economia de mercado – com concorrência hibrida – no qual se vislumbra outros fatores na função e no papel dos agentes econômicos dentro do sistema econômico – o governo, as unidades familiares e as empresas-organizações – principalmente no que se refere ao mercado de trabalho, na criação de novos postos de trabalho e na contribuição da geração de remuneração em atividades econômicas produtivas.
O Brasil por seu desempenho e representatividade econômica no cenário mundial, passa por grandes significativas transformações estruturais, em face dessa nova arquitetura econômica que está em curso no sistema capitalista global, juntamente com outros países do chamado BRIC’s, (Brasil, Rússia, Índia e China), ou seja, encontra-se em ponto de inflexão econômica a qual deve ter prioridade nessa próxima gestão governamental pública (novo paradigma de governança pública), não se pode ficar refém das exportações de commodities do agrobusiness e minerais, assim como, tanto da especialização de segmentos da indústria e de serviços. O Brasil deve se posicionar quanto essas questões econômicas prementes, ser posição de vanguarda na produção de alimentos e/ou especialmente industrial segmentado, eis a questão!
O mercado de trabalho e a tecnologia dominante
No foco dessa questão, está o mercado de trabalho, a capacitação, a especialização e a profissionalização do trabalhador brasileiro, sem esquecer que é preciso ter em mente, neste momento, que o trabalhador é o elo mais importante da corrente social, que possibilita que se mantenha a linha ascendente de crescimento que o Brasil atingiu nestes últimos anos.
Visto pelo prisma da metodologia da tecnológica flexível e da automação de processos de produção, a estrutura desse sistema econômico provoca baixa densidade de absorção do fator trabalho o que compromete sua capacitação, resultando em alguns segmentos da Indústria, baixos índices de remuneração, o que nesses casos, avoca-se nesse contexto, a eficácia e a aplicabilidade do artigo 7º, inciso XXVII, da Constituição Federal na proteção ao trabalho em face da automação tecnológica.
Visto a propósito desse tempo, segundo diz Mario de la Cueva (1901-1981),”Os velhos direitos do homem foram a conquista da liberdade frente ao Estado, os direitos dos trabalhadores são a defesa do ser humano e de sua dignidade frente às forças econômicas; no primeiro aspecto contra os poderes políticos, no segundo contra os poderes econômicos (empresas-organizações produtivas), que são também os autênticos poderes políticos”.
Também, vale lembrar que, há quase quinhentos anos, Camões registrou sua percepção sobre o mundo, sobre o ser humano e sobre sua história, assinalando que: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança, sendo que todo o ser é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”.
O trabalho, força motriz do capital, tornou-se, assim, o mais relevante dos valores sociais. O status quo e a própria identidade social de uma pessoa, hoje, dele decorrem.
A tecnologia e a nova divisão do trabalho
Nas sociedades contemporâneas, a supremacia da ciência e da tecnologia, que foram as molas propulsoras das Revoluções Industriais, tem-se na concepção da tecnologia que se constitui a essência da civilização ocidental.
Portanto, é por isso que um dos pilares que se erguem as sociedades capitalistas é a crença de que a tecnologia constitui a verdadeira força do homem e, pode explicar o mundo, domar a natureza, minimizar dores, sejam físicas ou psicológicas, adiar a morte ou até vencê-la.
Por outro lado, se tem na observação de Domenico de MASI: “A tecnologia impulsionou mudanças em todas as áreas de interesse do homem e, sobretudo, propiciou o fenômeno da globalização. Temos a sensação de que se trata de uma mudança de época. Porém, não é apenas um fator da História que muda, mas é todo o paradigma – com base no qual os homens vivem – que se altera. Isto acontece quando três inovações diferentes coincidem: novas tecnologias, novas divisões do trabalho e novas divisões de poder”.
O que se denota, como para muitos teóricos, a proporção atingida por estas mudanças estruturais caracteriza algo além do que uma nova etapa no desenvolvimento do capitalismo, significa a transição para uma nova etapa histórica.
Atualmente no mundo, por observações empíricas nesta crise mundial, há um décimo a um quinto da população economicamente ativa está sem emprego, tendo como fatores macroestruturais, a globalização econômica, o advento da tecnologia, da automação e, sobretudo, a consolidação de novas formas institucionalizadas de trabalho que têm por base a microeletrônica e a Internet. Tudo isso, leva às alterações nas relações trabalhistas no mercado de trabalho, principalmente quanto à formação e a capacitação da força de trabalho. De quem é a responsabilidade ou encargo? Do agente Governo? Ou das Unidades Produtoras? Por que a baixa qualificação do fator Trabalho resulta no baixo crescimento da sua remuneração? Que estratégia pode ser utilizada para alterar tal situação? em face das elevadas exigências das funções desempenhadas em relação ao baixo salário respectivo?

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