Mercado de odontologia se diversifica com tecnologia

Com certeza você já ouviu falar que o sorriso impacta diretamente na autoestima. Que cuidar da saúde bucal é sinônimo de bem estar, dito isso, vale lembrar, que quem assume a responsabilidade de produzir, manter e orientar os sorrisos das pessoas é o dentista. Ele  surge como mantenedor social nesse processo. Considerado um mercado competitivo, a área concentra cerca de 270 mil profissionais em conselhos regionais do país.

A profissão de dentista, como qualquer outra profissão, vem evoluindo com técnicas e adotando novas tecnologias para a saúde bucal do paciente. E caminha para a era digital em relação a diagnóstico e mecânicas com novos metais mais leves e mais rápidos, é o que afirma o dentista, especialista em ortodontia,  Wilson Maia.

Com  mais de 20 anos atuando em ortodontia, ortopedia facial, dor oro facial, implantes dentários, Maia descreve que a carreira é bastante disputada, entretanto,  “sempre haverá espaço para aquele profissional que estuda mais, está atualizado, linkado com a evolução e tecnologias. Embora muita gente procura os serviços pelos preços, o paciente ainda  prefere qualidade e resultados perenes”. 

O mercado como todos os outros se depara com grandes desafios, a comercialização livre de acessórios para aparelhos ortodônticos e o uso desorientado, por exemplo, traz à tona o descaso de quem lucra com a venda de um sorriso perfeito, por pura “modinha”. Para Maia, a prática incentiva as pessoas deixarem de lado uma prevenção e os cuidados primordiais com a saúde bucal. 

Em todo caso, a recomendação é sempre procurar um especialista na área e para isso existe os órgãos reguladores do exercício legal das profissões. E no caso do dentista o responsável é o CRO-AM (Conselho Regional de Odontologia do Amazonas). De acordo com Wilson Maia, ligando para lá ou entrando no site todo mundo saberá quem é especialista em suas respectivas áreas. “No caso de quem usa sem procurar um profissional habilitado, corre vários riscos. Inclusive irreversíveis com perdas dentárias e perdas ósseas”, alerta.

Um outro desafio citado pelo ortodontista é empreender de forma regular e evoluir sem perder a qualidade ao longo do tempo. Pois sempre irão surgir novos profissionais, até mais qualificados e atualizados, entretanto, este é o desafio, “continuar entre os que oferecem os melhores serviços”. 

Apesar de concorrida, ele conta que a carreira tem formado profissionais com baixa qualidade ao observar que existem muitas faculdades de odontologia jogando profissionais no mercado sem controle e sem se preocupar com o futuro. Inchando cada vez mais os grandes centros e tornando a concorrência desleal e a profissão desvalorizada e menos atraente. “O governo precisa estabelecer ou criar órgãos regulatórios onde se faz o equilíbrio entre egressos e ingressantes na profissão, ou seja, para cada dentista que se aposenta abria-se novas vagas em universidades, como ocorre na Europa e América do Norte”. 

O conselho que ele dar para quem pretende ingressar na área, é que continue estudando muito, “pois muito provavelmente o seu concorrente estará estudando mais do que você e pode perder espaço para ele”. 

Cuidado especializado com os pequenos

Deborah Negreiros é especialista em odontopediatria

Há 14 anos atuando na área, Deborah Negreiros, especialista em odontopediatria, conta que a odontologia é muito dinâmica e  o profissional vive num constante aprendizado. Ela também associa os avanços que têm conduzindo a carreira. “A cada dia são lançados materiais novos que nos auxiliam para um melhor resultado e com a tecnologia avançando cada vez mais, conseguimos realizar diagnóstico e planejamento mais rápido e preciso”. 

A ligação entre a dentista e os pacientes desperta uma relação de confiança e segurança ao lidar com os pequenos. “A criança é muito sincera, se estiver com medo, ansiedade, ela vai dizer de cara. Por isso é necessário se fazer entender. Falar a linguagem adequada para cada faixa etária. Mostrar que nós estamos ali pra ajudar e contribuir para sua saúde bucal”. 

Ela conta que a dedicação e o trato com as crianças fazem todo a diferença. Mentir,  para a criança, por exemplo, acarreta em perda de confiança. A ideia é mostrar na medida do possível qual o procedimento que será realizado, demonstrando a necessidade do tratamento e as consequências de não fazê-lo. “Mas o principal, é o responsável pela criança ser parceiro do odontopediatra e confiar”. 

Ela também concorda que a concorrência na profissão é muito grande. Não só pela grande quantidade de profissionais, mas por planos odontológicos que pagam preço irrisórios, pois os materiais de alta qualidade possuem preços elevados e os custos para manter um consultório são bem elevados.  

Entre as lições adquiridas dentro da carreira, Deborah destaca que todo dia é um aprendizado. “Cada criança é diferente não podemos tratar todos do mesmo jeito cada um possui características específicas e devemos exaltar a qualidade de cada um. 

Carreira mapeada

Área de atuação

No mercado de trabalho, o dentista (ou odontólogo) pode atuar como profissional autônomo, em clínicas e consultórios de terceiros,  ter sua própria clínica dentária, trabalhar em empresas de equipamentos e materiais de consultório, prestar concurso para órgãos públicos ou seguir o caminho acadêmico. Entre as atividades desempenhadas pelo profissional estão Dentística Restauradora, Endodontia, Estomatologia, Implantodontia, Ortodontia, Periodontia e Traumatologia e Cirurgia

Média salarial

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que os profissionais de Odontologia têm uma das melhores remunerações do País, com média nacional de R$ 5.367 mensais.Os valores recebidos por esses profissionais variam bastante de estado para estado.

Perfil

A exemplo de outras carreiras na área de saúde, o profissional em Odontologia deve ser humanista e gostar de cuidar de outras pessoas. Ter poder de concentração, ser paciente e detalhista são características desejáveis para um profissional desta área. Além, obviamente, estar sempre linkado nas tendências que as profissões do futuro estão por vir.

Onde estudar 

De acordo com o Conselho Federal de Odontologia, o Brasil possui 220 faculdades de Odontologia reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) em diversas partes do País. Dessas, 165 são privadas e 55 públicas. Os cursos de Odontologia são oferecidos na modalidade Bacharelado e têm cinco anos de duração.

 

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