Mercado acredita em corte menor nos juros

A elevação das projeções para a inflação neste ano fez os analistas do mercado financeiro apostarem que o Banco Central irá cortar menos a taxa de juros neste ano. A expectativa é que a taxa Selic termine o ano em 11%, contra 10,75% da projeção anterior. A aposta para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta semana foi mantida: corte de 0,25 ponto percentual, para 11,25%. s projeções fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.
As projeções do próximo ano também foram alteradas e o mercado financeiro espera que a taxa básica esteja em dezembro de 2008 em 10% ao ano, contra 9,75% do previsto anteriormente.
O BC pode optar por frear a política de redução da taxa de juros por temor que os preços subam e a inflação fique fora da meta, que é um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5%. Além disso, decisões de política monetária deste ano têm efeito sobre o comportamento dos preços no ano que vem.

Previsão de inflação

O mercado financeiro elevou pela terceira vez consecutiva a previsão da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que passou de 3,86% para 3,92%. Para o ano que vem ela foi mantida em 4%.
A expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) foi elevada de 3,97% para 4,18%. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) passou de 3,82% para 4,30% neste ano. Essa é a quinta elevação consecutiva. Para 2008, a previsão de ambos os índices foi mantida em 4%.
O BC registrou também que o mercado financeiro ajustou para cima, pela quinta vez, a projeção em relação à expansão da economia brasileira. A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi elevada de 4,64% para 4,70%. Para 2008, ela foi mantida em 4,40%.
Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu pela primeira vez que as turbulências que afetaram os mercados internacionais na última semana poderiam, na pior das hipóteses, afetar o crescimento da economia brasileira no próximo ano. O governo trabalha por um crescimento de 5% para o ano que vem.
Em relação à produção industrial, a aposta de crescimento para este ano foi elevada de 4,89% para 4,96%.
A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, foi mantida em US$ 42,7 bilhões. Os analistas mantiveram ainda a projeção sobre a cotação do dólar, R$ 1,90 em dezembro.

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