Assistindo os depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado Federal, sinto vergonha dos homens públicos do meu país. Não só porque eu perdi alguém para esse vírus, mas porque eu também me perdi em esperanças e sonhos desnecessários. 

São tantas mentiras ditas nessa CPI que chegamos a confundir verdade e mentira. Imagine você que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, quando perguntado se tinha recebido ordens para indicar cloroquina à população, disse: “O presidente nunca me deu ordem direta para nada”. Em que país do mundo um presidente não manda nos seus ministros? Será apenas no Brasil? Enfim, alguém está mentindo nessa relação!

De toda forma, nessa CPI, alguns depoentes mentem com tanta convicção que algumas vezes chegamos acreditar que eles realmente estão falando a verdade. Sinceramente, fico pensando como é a relação dessas pessoas em suas casas, com a família, com os filhos. Será que eles ensinam que mentir vale a pena? Será que eles não pensam no mau exemplo que estão dando? 

Aprendi com os meus pais, desde criança, que mentir é feio. Que a mentira tem perna curta. Que quem mente não é confiável. Quem mente não se importa com o sentimento das outras pessoas. Quem mente é capaz de fazer qualquer coisa para sustentar sua mentira. Quem mente também rouba o direito do outro de saber a verdade. 

Portanto, pelo que estou vendo e ouvindo dos depoentes dessa CPI, todos têm alguma coisa em comum: são declaradamente mentirosos. Isso me faz pensar o seguinte: o pensamento do homem mentiroso é dominando pelo mau. Somente quem fala a verdade é merecedor de nossa total confiança. 

As perguntas continuam. Por que será que os políticos brasileiros metem tanto? Por que eles não falam a verdade? O que eles ganham ocultando a verdade? Para entender melhor essas questões, assisti recentemente a um documentário intitulado: “A verdade da Mentira”, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1zASWmKeruc

Esse documentário traz à tona temas importantes para nós em uma época em que a mentira e a verdade são pautas constantes no nosso cotidiano. No documentário fica bem claro que a mentira causa grandes prejuízos para os cofres públicos, principalmente na área da economia, do turismo, do esporte, da cultura, da ciência e tecnologia.

Por fim, esse mesmo documentário me fez pensar sobre a finitude da vida, essa linha tênue que existe entre viver e morrer. Se somos finitos, por que algumas pessoas passam a maior parte da vida mentido? Será que eles acham que são eternos? Que são deuses? Que nunca vão morrer? Ou acham que vão ficar para sempre no poder?

O meu saudoso pai, João de Oliveira da Silva, que partiu desse plano em 2014, nunca se cansava de ensina para os seus filhos e netos: “Temos que falar sempre a verdade, custe o que custar, para sermos livres e não vivermos com arrependimentos”. Falar a verdade não é uma questão secundária em relação ao modo como vivemos. Falar a verdade é uma obrigação moral de toda pessoa que tem vergonha na cara!

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