6 de maio de 2021

Menor número de motoristas eleva preço de corridas de apps

A circulação de motoristas de apps deve ter uma redução de 15% neste fim de ano, ou seja,  oito mil motoristas a menos rodando diariamente.  A estimativa é da Amplic (Associação dos Motoristas de Aplicativos do Amazonas) ao reiterar que a falta de segurança nas viagens é o principal fator que traz impacto para  parte da categoria. Os efeitos não são nada animadores para os profissionais, considerando que no último mês do ano existe uma crescente demanda pelos serviços com crescimento significativo. 

O número de assaltos e de mortes são cada vez mais frequentes entre motoristas de aplicativos de mobilidade em Manaus. O representante da Associação, Alexandre Matias, diz que desde o começo do ano o setor teve um desfalque entre 10% a 30% no número de  motoristas. “Muitos deles migraram para outros setores justamente por não se sentirem seguros. Nos últimos três anos nada foi feito pelas autoridades e órgãos para gerar mais segurança  na atividade. Há um mês, houve a Operação Transporte Seguro e ficou por isso mesmo. Não tem mais blitz e nem fiscalizações para coibir essas ocorrências. Raramente. O que desmotivou parte dos motoristas. 

Fato é que a redução no número de motoristas traz impacto para o bolso do consumidor. O aumento nos valores das corridas é evidente. Conforme Matias, a dinâmica dos valores teve um aumento nos dias 15 e 29, devido às eleições, que apesar de ter tido meio de transporte gratuito, a preferência foi por corridas via aplicativo. 

Mas ainda permanece, pelo menos é que confirma a  motorista de app Gleyde Silva, ao afirmar que esses dias os valores estão mais altos porque tem muita demanda e o número de motoristas diminuiu com os últimos acontecimentos.”Os clientes a cada dia vão sentir ainda mais esse impacto e acredito que se continuar o agravamento dessas ocorrências a tendência é diminuir mais ainda o nosso efetivo nas ruas. Estamos à mercê da criminalidade. Alguns parceiros acabam dando entrevistas e falando do nosso sistema de monitoramento e com isso os bandidos ficam sabendo a forma que trabalhamos e ao abordar um parceiro já sabem o que fazer para que os motoristas não acionem ajuda”,  desabafa, ao declarar que a categoria está com muito medo de circular nas ruas.  Em menos de 24 horas dois motoristas foram encontrados na mala dos seus respectivos carros.  Isso nos apavora”. 

Conforme o representante da categoria, são mais de três assaltos por dia, cerca de 500 ao ano, dados da SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública). O que corresponde ao dobro de assaltos em relação ao ano passado. 

Ele lamenta que um dos períodos de maior sazonalidade como as festas de fim de ano, o índice de corridas sejam impactadas. “Essas datas são fundamentais para a atividade. Nós tivemos a Black Friday que trouxe um fôlego e percebemos uma movimentação muito grande no comércio”. 

Mesmo assim, ele espera que o mercado se mantenha aquecido. Ele diz que com a pandemia mais de cinco mil motoristas demitidos de outros segmentos foram inseridos na plataforma. “São mais 70 mil motoristas cadastrados e 30 mil rodando que dependem da atividade para sobreviver. A nossa expectativa é a melhor possível”. 

Ele diz que os motoristas estão movimentando vários grupos de motoristas para se manterem e que provavelmente ano que vem devem entrar com um curso de defesa pessoal para estes profissionais e estão alinhando com o Ciops para cadastrar cada vez mais grupos,  motoristas de apps no sistema de monitoramento. 

O presidente da Amplic questiona sobre a falta de um item na legislação que permitisse que o profissional se sentisse mais seguro. “Em todas as sessões e votações isso foi ignorado”.  Um dos itens propostos pelo líder da categoria, seria a identificação do passageiro por meio de foto e o aumento da taxa de cancelamento dos motoristas para garantir a segurança deles. 

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