21 de abril de 2021

Menor movimento na pandemia elevou ticket médio dos shopping

Apesar da movimentação nos shopping centers ter sido freada em função da pandemia, o consumidor estava disposto a gastar quando ia ao centro de compras.  A pandemia fez aumentar o ticket médio dos shoppings da região Norte (26,9%) em relação ao ano passado. A tendência observada em todas as regiões, faz parte de um levantamento realizado pela Abrasce ( Associação Brasileira de Shopping Centers). 

O ticket médio mais alto foi registrado em junho: o valor de R$ 154,65 representa um aumento de 59,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, o ticket médio chegou a R$ 136,43, alta de 46,8% na comparação com o mesmo mês de 2019. Nesse período, ocorrem duas importantes datas para o varejo: o Dia dos Namorados e o Dia das Mães. 

Para Glauco Humai, presidente da Abrasce, o medo da contaminação pelo coronavírus fez com que os visitantes passassem a ir com menos frequência aos shoppings e, dessa forma, tornassem suas compras mais assertivas. “Quando analisamos especificamente o ticket médio das datas comemorativas, também observamos crescimento significativo em relação a 2019, sendo a única exceção o Dia dos Pais, cujo valor foi ligeiramente inferior. A média de crescimento do ticket médio nas datas comemorativas em 2020 foi de 8,1%, enquanto no ano passado foi de 2,7%”. 

Esse comportamento já era observado nos shoppings da capital. Havia um consenso entre os representantes do setor no Amazonas ao afirmarem que a circulação dos visitantes, embora  lenta e gradual, em sua maioria, com comportamento de compra. “Essa movimentação era de pessoas que queriam comprar ou iam para pagar contas”, afirma André Gesta  presidente da Alasc (Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center). Que confirma que o ticket médio teve acréscimo e que as pessoas estão comprando mais.  

Embora não divulgue sobre o valor do ticket médio, André, destaca que mesmo com o fluxo menor, algumas lojas estão apresentando resultados melhores. “Uma procura bem maior está entre os artigos para casa. As pessoas realmente estão investindo nesses itens e acabam gastando mais. Mas isso também ainda é o reflexo do isolamento que que tem levado o maior consumo, por exemplo, eletrodomésticos, TVs, sofás, geladeira e aí o esse ticket médio impactou positivamente. Estamos acima do ano passado”. 

Logo na reabertura das atividades, o superintendente do Sumaúma Park Shopping, Bruno Barros, admitiu que apesar da redução natural do fluxo, logo após a retomada,  ainda com o horário reduzido, algumas operações relataram um aumento no ticket médio de compra e que os clientes do shopping tinham interesse em comprar. 

A região do país que apresentou melhor desempenho do ticket foi o Nordeste, com alta de 53,4%, seguida pela Sudeste (31,5%), Norte (26,9%), Centro-oeste (14,1%) e Sul (39,8%). Em março de 2020, os 577 shoppings do País foram fechados, o que fez com que as vendas apresentassem uma queda sem precedentes na história do setor. O movimento de reabertura dos empreendimentos teve início em abril e só foi concluído no final de agosto, quando todos os shoppings já estavam operando, mas com restrições de horário.

Ainda de acordo com o estudo da Abrasce, ao compararmos a evolução do ticket médio entre shoppings e lojas de rua, verificamos um desempenho melhor dos shoppings. O varejo de rua, assim como os shoppings, também foi muito afetado pela pandemia, mas por concentrar segmentos de produtos essenciais, como supermercados e drogarias, apresentou uma queda menor em suas vendas. “A crise sanitária trouxe uma queda no nível de vendas nunca verificado no setor de shoppings, mas também um ticket médio diferenciado, ou seja, uma combinação de resultados provocada pela própria natureza da crise”, explica Humai. 

André Gesta comenta que o mês de junho, mês que comemora-se o Dia dos Namorados, foi o melhor entre as datas comemorativas. E vai na sintonia do estudo, que indica que o pico dos gastos aconteceu justamente no referido mês, com alta de quase 60%. Ele lembra que a limitação do decreto em relação a divulgação de promoções fez a edição da Black Friday deste ano, ficar abaixo do ano passado. “Os três dias foram bem ruins. Mas as pessoas acabaram diluindo essas compras durante o mês. Efeito que reflete nas restrições impostas pelo decreto”. 

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