19 de abril de 2021

Membros do PSDB e DEM discordam

Insatisfeita com o teor do acordo fechado com a base aliada do governo para a instalação da CPI Mista dos Cartões Corporativos

Insatisfeita com o teor do acordo fechado com a base aliada do governo para a instalação da CPI Mista dos Cartões Corporativos, parte da oposição quer modificar o requerimento de criação da comissão, redigido pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Senadores do DEM e PSDB não concordam com a mudança no período das investigações –que vão começar a partir de 1998, durante gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Senadores oposicionistas insistem que a CPI deve investigar irregularidades no uso dos cartões corporativos a partir de 2001 –quando o mecanismo efetivamente entrou em vigor no governo FHC, apesar de ter sido criado em 1998. Parte da oposição acusa Sampaio de ter fechado o acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sem o aval de todos os partidos oposicionistas.
“O deputado Carlos Sampaio agiu de vontade própria e procurou o senador Jucá. Estou esperando o líder do PSDB [senador Artur Virgílio Neto] para definirmos uma posição”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Na opinião do líder, a CPI deve investigar irregularidades no uso dos cartões a partir de 2001. “A CPI Mista é conveniente e a investigação deve ser em cima dos cartões corporativos, ou seja, a partir de 2001. Houve um avanço, mas é preciso discutir a redação do requerimento”, afirmou Agripino.
O vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), não escondeu a irritação com o acordo fechado entre Sampaio e Jucá. “Qual é o fato determinado que se aponta no requerimento para se investigar desde 1998? Se o partido fez um acordo, eu assino embaixo. Mas a CPI será mal conduzida nesses termos”, defendeu o tucano.
Dias disse que o acordo fechado com os governistas “passa a idéia de um entendimento estranho”. Assim como o tucano, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que foi pego de surpresa com o acordo firmado com o governo.

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