Melo oficializa saída de Capobiango

O governador do Estado, José Melo (PROS), anunciou oficialmente na manhã de segunda-feira (2), o desligamento do coordenador da UGP- Copa (Unidade Gestora do Projeto Copa), Miguel Capobiango. Melo afirmou que o problema pessoal alegado por Capobiango está relacionado ao fato de ser secretário-geral do PMDB. O anúncio aconteceu durante a solenidade de lançamento do Centro Integrado de Comando e Controle Regional da SSP-AM (Secretaria de Estado de Segurança Pública).
Ao confirmar a exoneração de Capobiango, o governador enfatizou que o projeto Copa não sofrerá impactos na capital. Melo também disse que os trabalhos serão capitaneados por um grupo de técnicos de governo que atuarão em tarefas específicas. “Garanto que a saída de Capobiango não será prejudicial a nenhum compromisso que assumimos no projeto do Mundial”, destacou.
Ainda não há informações quanto a um futuro titular e nem mesmo quanto aos nomes que compõem a nova equipe da UGP-Copa. Segundo informações repassadas pela Agecom (Agência de Comunicação do Estado), um novo nome deverá assumir a Unidade, mas isso ainda será notificado. Até ontem não havia informação do substituto que será anunciado por meio de nota.
Miguel Capobiango pediu exoneração do cargo no último dia 28 alegando motivos pessoais. Dois dias depois o governador negou o pedido do então titular e disse que o coordenador deveria estar à frente da pasta até o último dia de jogo em Manaus.

Especulações
De acordo com o cientista político Breno Rodrigo Leite a saída de Capobiango, que é secretário-geral do PMDB, deixou claro a força política exercida pelo peemedebista e candidato ao governo Eduardo Braga. Leite afirma que a renúncia é mais uma tentativa de fragilizar o atual governo. “Essa renúncia deve ter acontecido em lealdade à Braga, que vem com um projeto político forte e diferente do atual governo”, disse. “O atual governo está fragilizado após passar por situações como as últimas greves. Pode-se comparar a cidade a um barril de pólvora”, completou.
O candidato Eduardo Braga considerou a avaliação do cientista político como boato e se limitou em dizer que não iria comentar o assunto.
Já o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado e vice-presidente do PROS/AM, Sidney Leite, entende a mudança de gestores como algo normal. Porém, ele concorda que a mudança mostra a força política de determinados partidos. “Isso é natural e faz parte do processo administrativo. Também é do conhecimento de todos que determinadas forças políticas dominam no Estado”, considerou. “Também devemos pontuar que o governador tem se esforçado para que tudo aconteça dentro da normalidade e com estrutura”, complementou.

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