Melo lança Plano Safra 2015-2016

Pacote de R$ 362 milhões destinados ao setor primário vai atender cerca de 8 mil produtores

O governador José Melo lançou na manhã de ontem (17), o Plano Safra Amazonas 2015-2016. Desenvolvido pela Sepror (Secretaria de Estado Produção Rural e Sustentabilidade) o pacote de investimentos de R$ 362 milhões destinados ao setor primário vai atender cerca de oito mil produtores. O pacote de medidas chega no momento em que o produtor rural além de ter que recuperar a produção perdida durante as enchentes no Estado, também precisa preparar a nova safra para o ano que vem.
De acordo com o governador José Melo, o plano tem por objetivo apoiar os produtores nos municípios, para incrementar a produção, e criar condições de comercialização nos centros consumidores. Para tanto, o Amazonas conta com mais R$ 200 milhões já aprovados pela CAF (Corporação Andina de Fomento) destinados ao programa de piscicultura e ao escoamento da produção rural. Em outra frente, para baratear os custos de ração, o governo busca atrair um grande conglomerado canadense para atuar no Estado.
Do assessoramento e extensão rural ao fomento, em várias frentes. O valor a ser aplicado representa um incremento de 65% no orçamento destinado à Sepror em 2014, que foi de R$ 125,7 milhões. “A ideia é trazer grande parte dessa produção, o excedente todo, para Manaus que é um mercado de poder aquisitivo mais alto e bem mais amplo”, afirmou.
Para sair da crise, o governo do Amazonas intensificou suas ações em planejamento estratégico e cumprimento de metas voltadas para o setor primário, desde a distribuição das sementes até a colocação do produto no mercado consumidor. “Nós estamos fazendo uma mudança diametral no que diz respeito apo setor primário no Amazonas. No sentido de que agora nós vamos trabalhar planejados e com metas preestabelecidas. Esse é um programa importante, que envolve muita gente, envolve muitas instituições, não é um programa só do governo do Amazonas”, afirmou.
Melo ratificou que este plano trata-se da safra 2015 e 2016, em que o governo irá somar os recursos disponíveis neste ano com os recursos do orçamento do Estado do ano que vem. Além de somar as fontes de financiamentos que já estão aprovadas e mais os recursos da Afeam, do Banco do Povo ao do Basa (Banco da Amazônia) e do Banco do Brasil. “Que possuem linhas de créditos substanciais para dar suporte não só a esse plano, mas também, dar suporte a qualquer tipo de investimento maior que esteja fora do âmbito desse plano”, frisou.
Portanto é um plano ousado, factível, vamos fazer se transformar em realidade com toda a certeza.

Distribuição dos recursos
Somente para a mecanização e correção do solo com calcário, que são as diretrizes do programa, serão destinados R$ 60 milhões e R$ 9,4 milhões, respectivamente. O montante será aplicado como subsídio de 85% para a mecanização e 50% para o calcário a fim de aumentar a produtividade em áreas já abertas, garantindo uma produção agropecuária de baixo carbono, sem a necessidade de ampliar área de trabalho no campo. Ambos serão norteadores das políticas públicas programadas para mandioca, fruticultura, hortaliças, grãos e culturas industriais (guaraná e cacau). No caso da piscicultura será empregada somente a mecanização para escavação de viveiros.
Do total de recursos voltados à mecanização, por exemplo, R$ 36,2 milhões são para a aquisição de tratores e implementos para operar em 12 mil hectares dentro do Estado em um ano. A adoção de tecnologia no campo será aliada à compra de 40 mil toneladas de calcário, empregado para a neutralização da acidez do solo em áreas de produção, o que garante a manutenção de fertilidade. “Os investimentos estão sendo feitos de forma estratégica. O objetivo é que o Amazonas possa aumentar sua produção, garantir oferta de alimentos de qualidade, com preço justo”, explicou o secretário da Sepror, Sidney Leite.
O Plano Safra Amazonas 2015-2016 foi elaborado a partir de estudos técnicos e cálculos de viabilidade das cadeias produtivas do Estado para a integração do modelo produtivo ao beneficiamento, garantindo assim maior valor agregado durante a comercialização. Para isso, estão sendo destinados R$ 37,2 milhões de investimentos diretos à agroindústria, com a finalidade de verticalizar a produção. Outros R$ 30 milhões serão destinado à compra da merenda escolar. Dentro de todo o planejamento do programa de investimentos está ainda a meta de atingir 10 mil produtores com o CAR (Cadastro Ambiental Rural), instrumento que funciona como um censo demográfico-econômico-social georreferenciado da propriedade e que serve para nortear as políticas públicas do setor primário. Para esta ação estão reservados R$ 3 milhões. Para a concessão de crédito aos produtores está programado o valor de R$ 191 milhões, com juros facilitados junto às instituições bancárias e à Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), por meio do programa Banco do Povo. Os projetos técnicos poderão ser elaborados via Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas), órgão vinculado à Sepror e responsável por fazer a assistência técnica e extensão rural junto aos produtores.

Tanair Maria
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