Melhoramento genético de espécies aquícolas é pesquisado em parceria

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS) está à frente do Aquabrasil, projeto inovador de pesquisa em rede sobre melhoramento genético de espécies aquícolas no país. Aprovada recentemente pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a pesquisa leva o nome de Bases tecnológicas para o Desenvolvimento da Aquicultura no Brasil e começa em outubro, envolvendo parcerias em todo o país.
“A Embrapa assumiu a aquicultura como um assunto estratégico para a pesquisa agropecuária. Com a participação de muitas instituições de pesquisa, oito unidades da Embrapa, dez universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada, foi elaborado o projeto que terá R$ 2,7 milhões em quatro anos”, afirmou a pesquisadora Emiko Kawakami de Resende, da Embrapa Pantanal.
A pesquisa vai estudar quatro espécies: o tambaqui da Amazônia, o pintado do Pantanal, o camarão branco cultivado na costa brasileira, principalmente no Nordeste, e a tilápia, originária da África e cultivada em todo o país, especialmente no Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
Segundo Emiko, a escolha dessas espécies baseou-se na importância econômica nacional e regional das mesmas.
O Aquabrasil foi concebido numa visão de cadeia produtiva envolvendo melhoramento genético, sanidade, nutrição, manejo e gestão ambiental dos meios de criação e aproveitamento agroindustrial. “Essa pesquisa é uma resposta para a grande demanda do setor. Muitos dos parceiros na pesquisa estarão participando do congresso em Dourados (MS)”, disse o pesquisador.

Bodas de prata

A piscicultura no Mato Grosso do Sul está comemorando bodas de prata, de acordo com o professor Celso Benites, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). A história começou em 1982 na própria universidade e, 25 anos depois, o setor comemora a aprovação da primeira pesquisa brasileira em rede sobre melhoramento genético.

Estação experimental

A trajetória da piscicultura no Estado será mostrada no 1º Congresso Brasileiro de Produção de Peixes Nativos de Água Doce, em Dourados, entre os dias 28 e 31 de agosto. Benites conta que no início da década de 1980 um grupo de professores da UFMS decidiu criar uma estação experimental de piscicultura. “Nossa visão era de aproveitamento da vocação e potencialidade regional”, afirmou.
A proposta do grupo era demonstrar que no confinamento de peixes de espécies nativas do Pantanal, a piscicultura seria uma atividade econômica com exploração racional e sustentável.
“Assim nasceu a primeira unidade de piscicultura vinculada a um organismo público no Estado. Foi uma ação inovadora, pois não existia em nenhum município sul-mato-grossense algo semelhante”, disse o professor.
Hoje o Estado do Mato Grosso do Sul tem 819 empreendimentos em piscicultura, de acordo com dados levantados por Emiko Kawakami. A pesquisadora vai apresentar essa e outras informações em um pôster sobre diagnóstico da piscicultura no Mato Grosso do Sul no mesmo congresso.
“A metade desses empreendimentos é formada por pequenos produtores, em propriedades de até um hectare”, afirmou a pesquisadora.

Peixes nativos

O 1º Congresso Brasileiro de Produção de Peixes Nativos de Água Doce e o 1º Encontro de Piscicultores de Mato Grosso do Sul são promovidos pela Seap/PR (Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República), Aquabio (Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática) e pela Embrapa, com realização da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS) e Embrapa Pantanal (Corumbá-MS).

Parceiros em todo o país

Fazem parte da pesquisa, os parceiros: Embrapa Pantanal, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Meio-Norte, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Semi-Árido, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Federal de Pernambuco, Unive

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