Melhor distribuição de renda é desafio

O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, afirmou que apesar das melhorias em indicadores de renda e emprego captadas pela Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada na sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a distribuição de renda ainda constitui o maior desafio do país.
“Em que pese, ano após ano, os indicadores de distribuição de renda se mostrarem favoráveis, a velocidade é muito pequena frente à desigualdade existente no país”, afirmou Nunes.
O Índice de Gini, indicador de desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, mais desigual o país) em relação à renda domiciliar per capita mostrou uma suave redução na desconcentração de 0,532, em 2005, para 0,528, em 2006. Em 2004, o índice era de 0,535.
Entre os desafios do Brasil, para o presidente do IBGE, estão a ampliação de acesso à rede de água e esgoto e a maior ampliação da formalização no mercado para aumentar a parcela de trabalhadores que contribuem para a Previdência. “É preciso um número maior de pessoas contribuindo num país que está envelhecendo, como o nosso.

Maior queda
em 2006
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil registrou em 2006 a maior queda em dez anos. ficou em 8,5% em 2006 após atingir 9,4% no ano anterior.
No entanto, ela ainda é superior à marca de 1997, quando atingiu 7,8%.
A renda dos trabalhadores aumentou 7,2% em 2006 frente a 2005 -trata-se do maior crescimento desde 1995. Entre 2004 e 2005, ela já tinha subido 4,6%.
A Pnad indicou ainda que 29,4% das moradias brasileiras não têm serviço de rede de esgoto -”há inadequação clara ou inexistência do esgotamento sanitário”, afirma o IBGE. Os dados, porém, apontam para um aumento de 3,3% em relação a 2005 no número de unidades domiciliares atendidas por rede coletora de esgoto. Já o número de moradias que utilizavam fossa séptica subiu em 6,1%.
Em relação ao esgotamento sanitário, 48,5% dos domicílios estavam ligados à rede coletora de esgoto, enquanto 22,1% utilizavam fossas sépticas.
Sobre a formalização do mercado de trabalho, em 2006, 41,3 milhões de trabalhadores contribuíam para a Previdência -mais da metade da população ocupada não estava sob as garantias previdenciárias (51,2%).
O IBGE se preocupa com o nvelhecimento do país, já que a taxa de fecundidade da população em 2006, de dois nascimentos por mulher, é a menor já registrada, caindo ao nível do limite da reposição de mortes.
Já população até 25 anos caiu continuamente, no período de 1981 a 2006, de 58,2% para 44,3% do total.
A redução, em termos percentuais, foi mais acentuada à medida que as faixas de idade diminuíam.

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