27 de junho de 2022

Mela do feijoeiro é ameaça para lavouras em Rondônia

Embora esta cultura tenha essa importância, ela ainda é considerada uma cultura de ris­­co, pela baixa produtividade, que é devida, em parte, à pouca tecnificação adotada

A cultura do feijoeiro é considerada de extrema importância para o Estado de Rondônia devido ao aspecto social, pois atende a agricultura familiar como alternativa ao plantio de milho e arroz de terras altas e pelo aspecto econômico, pois é uma cultura que fornece renda ao produtor, dada a alta nos preços do produto pagos nas últimas safras.

Embora esta cultura tenha essa importância, ela ainda é considerada uma cultura de ris­­co, pela baixa produtividade, que é devida, em parte, à pouca tecnificação adotada na cultura, pelos períodos críticos de plantio e de colheita e pela ocorrência de pragas e doenças­ durante o ciclo da cultura.

A junção desses fatores levou a redução da área de feijão plantada e da produtividade da cultura, que hoje encontra-se em aproximadamente 600kg/ha, en­­­­quanto que a média nacional gira em torno de 1.300 kg/ha.

De todos esses fatores, o mais limitante de todos é a ocorrência da mela ou teia micélica do feijoeiro, causada por Thanatephorus cucumeris, um fungo de solo, que em condições de alta umidade rapidamente se dissemina e pode destruir uma lavoura em questão de dias.

No primeiro caso, os sintomas iniciais aparecem nas folhas como pequenas manchas aquosas, arredondadas, de cor mais clara que a parte sadia, ro­deadas por bordos de cor castanho-avermelhada, parecendo escaldadura. À medida que a infecção progride, ocorre uma intensa produção de micélio de cor castanho-clara, em ambas as faces das folhas, formando uma teia micélica que, se as condições climáticas forem favoráveis,­ afeta as folhas adjacentes da própria planta interligando toda a parte aérea, como também as folhas das plantas vizinhas.

Normalmente, há uma grande desfolha do feijoeiro.

Entretanto, a teia micélica, que interliga as folhas com as outras partes da planta, impede, algumas vezes, a desfolha total, sendo comum encontra-se na folhagem seca aderida ao caule, grande número de escleródios, de cor castanho-clara e de formato pou­co definido, semelhantes a grãos de areia. As sementes afetadas apresentam-se com manchas cas­tanhas a castanho-avermelha­das e, no caso de infecção precoce, são mal formadas. Em condições favoráveis à mela, 70 % das folhas atacadas e que apresentam lesões caem em até 48 horas.

Dentre as medidas que tem sido adotada para o con­trole da mela, pode-se se citar o uso de sementes livres do patógeno, plantio em época desfavorável ao patógeno (que no caso de Rondônia está entre 15 de fevereiro e 15 de março) e plantio em espaçamentos maiores. Além disso, o uso de cobertura morta é interessante, pois reduz­ o efeito dos respingos de chuva sobre o patógeno, reduzindo sua capacidade de disseminação. Alguns produtos químicos têm sido usados no combate à mela.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email