Mel de Boa Vista do Ramos vai ganhar o Brasil

Divulgação

O mel de abelhas indígenas produzido no município de Boa Vista do Ramos, situado à margem direita do Paraná do Ramos, nos dá lições de que existe uma infinidade de possíveis empreendimentos no gigante Amazonas. É um exemplo que deve ser seguido. Li toda a primeira revista editada pela Cooperativa dos Criadores de Abelhas Indígenas da Amazônia – COOPMEL e percebi o quanto desprezamos a riqueza de nossa região. Tive a oportunidade de conhecer o produto na semana passada, embalagem perfeita, bonita, mel de excelente qualidade e bem próximo de ter o SIF, o Serviço de Inspeção Federal, que significa a comercialização legalizada em todo território nacional. Não é tarefa fácil ter um produto de origem animal com o SIF, é preciso muito esforço e atender toda a legislação. Pergunto: Que outros municípios do Amazonas têm produtor animal que já tem o SIF? Minha Parintins, ao lado de Boa Vista do Ramos, acredito que não tenha. Ter o SIE (Estadual) já é um processo que precisa de muita dedicação, imagino o SIF. Outro fato que merece destaque, é que o produto faz parte de uma cooperativa, da união dos cooperados.

A atividade funciona com “trabalhadoras” sem vínculo empregatício, sem amparo das leis de trabalho, sem carteira assinada, sem salário, sem FGTS, sem direito a férias, nem licença médica, e sem aviso prévio. São operárias dedicadas, trabalhando todos os dias, produzindo “mel” da melhor qualidade e com efeitos positivos em nossa saúde.

Boa Vista do Ramos já é um referencial nessa atividade, mas outros municípios também tem o mesmo potencial.

A cooperativa esclarece, na Revista, que o néctar coletado das flores sofre um processo de desidratação e são adicionados algumas substâncias e enzimas de glândulas salivares das abelhas até tomar a consistência de mel. O produto serve para alimentar e curar.

O programa de meliponicultora teve início em abril de 2001. Em dezembro de 2002, h ouve uma produção de 185 quilos. Em julho de 2003, a produção cresceu para 700 quilos. Dois anos depois subiu para 2 mil quilos. Observei que nessa caminhada, a cooperativa contou com o apoio da Prefeitura de Boa Vista do Ramos, Imaflora, Iraquara, Amigos da Terra, Afloram, FDD/AVINA, Banco do Brasil, Suframa, SDS, OCB e IDAM.

É, realmente, uma atividade “rendosa”, digna de ser abraçada por pessoas e grupos formais desejosas de crescer economicamente.

Utiliza-se de pequena área para montar a estrutura da “fábrica”. “Mão-de-obra” é o que não falta. Está pertinho de nós, sobrevoando nossas cabeças, sedentas de atividades. É mais uma opção de geração de renda e emprego ao interior. Acredito que seja uma atividade de baixo custo e que tem a marca “Amazônia” como verdadeira aliada para facilitar a comercialização no Brasil e em outros países.

Parabéns a todos que se envolveram nessa luta que começou há duas décadas.

Que sirva de exemplo para os municípios vizinhos a Boa Vista do Ramos e todo o Amazonas. Todos tem potencial em alguma atividade, mas é preciso determinação, atitude que não faltou à COOPMEL.

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