Meirelles faz alerta para possível risco de déficit

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceu que o país deve conviver com um possível déficit no balanço de pagamentos no futuro. Ele não precisou, no entanto, quando o desequilíbrio começará a ocorrer.

Para Meirelles, o déficit não será um problema nem afetará a economia do país, que vive um bom momento. “É normal que, na evolução do balanço de pagamentos, o Brasil possa ter um pequeno déficit em conta corrente. Isso não envolve maiores problemas devido ao dinamismo atual da economia brasileira. Temos um volume de reservas significativo e adotamos um regime de câmbio flutuante, que ajusta nossas cotações da moeda em razão das expectativas de fluxo”.

Transações internacionais

O balanço de pagamentos reflete as transações do país com o resto do mundo, incluindo ingressos financeiros. Em setembro, essa conta teve superávit de US$ 607 milhões e, no ano, de US$ 73.74 bilhões. Essa sobra de dólares, no entanto, está menor na comparação com os últimos anos.
Alguns economistas já acreditam num possível déficit corrente já partir de 2009, devido especialmente à redução do saldo comercial, fenômeno provocado pelo incremento das importações. O déficit em conta corrente ocorre quando os gastos de um país superam as receitas no resultado conjunto das contas de comércio, serviços e transferências.
O presidente do BC reiterou, porém, que a economia está sólida e que o setor produtivo é competitivo no mercado internacional. Afirmou ainda que o crescimento vem sendo impulsionado pela demanda doméstica, o que afasta o país das incertezas que envolvem a economia internacional.
“Temos um volume de reservas grande e adotamos um regime de câmbio. Portanto o fato concreto é que a economia está sólida e tem dinâmica muito forte de competitividade no mercado internacional”.

Para Meirelles, três fatores dão tranquilidade à economia do país: reservas internacionais “muito elevadas”, inflação “na meta” e dívida pública “cadente” em porcentagem do Produto Interno Bruto.

Fundo soberano

Em entrevista concedida após palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Meirelles falou também sobre a proposta do governo de criar um fundo internacional soberano com o objetivo de financiar investimentos produtivos. Disse que o instrumento visa aplicar parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno.

Sem fixar um prazo, afirmou ainda que a idéia é que o fundo entre em operação “o mais rápido possível”. Segundo Meirelles, os recursos poderão ser utilizados para capitalizar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) –o que elevaria a capacidade de financiamento do banco de fomento.

“Na me­dida em que a economia se estabilizou, os investimentos cresceram. A formação bruta de capital vem tendo crescimento expressivo, mas ainda há muito a ser feito”, explicou.

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