11 de abril de 2021

Meirelles defende o aumento da taxa de juros

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu hoje a decisão da instituição de voltar a aumentar os juros, apesar das críticas de que tal movimento vai atrapalhar a retomada da atividade no país.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu hoje a decisão da instituição de voltar a aumentar os juros, apesar das críticas de que tal movimento vai atrapalhar a retomada da atividade no país.
“Tudo na economia tem custos e benefícios. Quando tem excesso de demanda, quando há algum desequilíbrio, tem que ser corrigido de uma forma ou de outra. Ou o BC corrige -e a grande vantagem é que tem piloto-, ou a inflação corrige, e essa é uma alternativa que a história provou que é deletéria para a sociedade como um todo’’, disse ele durante encontro promovido pelo Sinal.
Meirelles disse que o BC vai continuar agindo para controlar a liquidez no mercado de câmbio nos momentos em que isso se fizer necessário. “Afinal, a última crise mudou que a necessidade de reservas internacionais é maior do que se pensava e o custo-benefício de aumentar e manter essas reservas tem se mostrado bastante positivo.’
Dois dias após aumentar a taxa básica de juros da economia (Selic) de 8,75% para 9,5% ao ano, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ainda que a autoridade monetária está disposta a corrigir desequilíbrios da economia. “Se existe desequilíbrio, isso será corrigido de uma forma ou de outra.
Meirelles afirmou que é importante que os próximos governos mantenham a autonomia operacional do Banco Central. Ele destacou que a liberdade que o BC desfruta hoje para atuar em diversas áreas, sobretudo em política monetária, fiscalização e supervisão financeiras, permitiram que o País registrasse bons resultados. A estabilidade macroeconômica gerada pela busca persistente da meta de inflação criou previsibilidade no País, estimulou investimentos, geração de empregos e confiança nas perspectivas para os próximos anos.
“É importante que o próximo presidente da República mantenha essa autonomia operacional do BC. Agora, se essa autonomia será uma decisão do presidente da República ou do Congresso Nacional e da sociedade, através de projeto de lei, isso não compete a um presidente do Banco Central dizer”. Meirelles fez os comentários após participar do evento Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania, promovido pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e Ipea.

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