10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Medidas da Caixa já estão valendo para a Construção Civil

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Novas regras para as empresas contraírem crédito imobiliário da Caixa animou as as entidades deste segmento

Anunciadas na semana passada, as novas regras para as empresas contraírem crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal com juros mais baixos já estão valendo desde esta segunda (17). A notícia animou as entidades de classe do segmento imobiliário e de construção a reforçar expectativas de crescimento significativo para este ano.

A estimativa da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), por exemplo, ainda é que o mercado imobiliário local encerre 2020 com de 23% em vendas e faturamento de R$ 1 bilhão. Com dez lançamentos contra seis, o segmento fechou 2019 com R$ 814 milhões em vendas, número 35% melhor do que o de 2018 (R$ 603 milhões) e bem acima do de 2017 (R$ 517 milhões).

Entre as mudanças anunciadas pelo banco oficial está diminuição das taxas das operações corrigidas pela TR (Taxa Referencial) e o anúncio de duas linhas de crédito para a construção civil, indexadas pela inflação ou pelo CDI (certificado de depósito interbancário). Segundo a Caixa, para todas as modalidades, as taxas de juros serão definidas de acordo com o perfil e relacionamento da empresa.

As taxas dos financiamentos corrigidos pela TR caíram em torno de 30%. Para as empresas com conta na Caixa, o valor passou da TR mais 9,25% ao ano – como era antes – para TR mais 6,5% ao ano. No caso das transações de empresas sem relacionamento com o banco, a taxa também caiu: de TR mais 13,25% ao ano, para TR mais 11,75% ao ano.

Os financiamentos corrigidos pelo CDI ou pela inflação oficial pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) valem para duas modalidades. A primeira é Apoio à Produção, mais conhecida como Imóvel na Planta. A segunda é Plano Empresa da Construção Civil, conhecida como Plano Empresário, destinada à construção de imóveis e que permite o financiamento para pessoas físicas quando 80% do empreendimento estiver construído.

Para as linhas corrigidas pela inflação, as taxas variarão de IPCA mais 3,79% ao ano para IPCA mais 7,8% ao ano. Os financiamentos indexados ao CDI terão duas modalidades de cobrança: uma com taxas que variam de CDI mais 1,48% ao ano a CDI mais 5,4% ao ano e outra entre 119% a 194% do CDI.

As linhas de crédito imobiliário para pessoas jurídicas têm até 36 meses de prazo de construção e de retorno (quando o dinheiro investido começa a ser recuperado). O tomador pode começar a pagar as parcelas até 12 meses depois da assinatura do contrato.

Juros em baixa

Para o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, lembra que a redução da taxa de juros – que caiu de 14,5% para 4,25% em quatro anos –  movimenta todo o mercado imobiliário, desde quem vai tomar o empréstimo para empreender até o comprador do imóvel. 

“Estamos começando o ano com boas perspectivas, sendo que 2019 já mostrou um aumento nas vendas de 40%, embora no segmento padrão econômico. O padrão alto ainda está lento. Mas, com essa taxa de juros, a tendência é melhorar e a pesquisa de mercado já aponta um aumento na comercialização de produtos de padrão médio. Então, 2020 deve vir melhor”, avaliou.

De acordo com a pesquisa da Ademi-AM, produtos do programa “Minha casa, minha vida” tiveram um aumento de vendas de 8% no ano passado, em comparação a 2018. O destaque ficou, conforme a mesma base de dados, para o aumento de 77% de vendas dos produtos convencionais, que são imóveis que não recebem subsídio do governo.

Confiança e reformas

O dirigente avalia que, embora o Banco Central já tenha sinalizado um breque nos cortes da taxa Selic, não há espaço atualmente no país para uma alta significativa na inflação que enseje uma nova retomada nos juros básicos da economia brasileira. “A Caixa está puxando essas taxa para baixo, e os bancos vão acompanhando. Isso é importante para o mercado, porque vai gerar um valor mais baixo para o comprador, na ponta. E isso ajuda a trazer uma taxa menor e alavancar o segmento”, acrescentou.

Outro dado relevante, segundo Frank Souza, é a confiança do consumidor. “Há uma redução do desemprego e o Brasil deve recuperar 1 milhão de postos de trabalho neste ano. Não digo que as reformas Administrativa e Tributária devem sair agora, mas a Reforma da Previdência já deve gerar desdobramentos positivos em 2020”, concluiu.

Procurado pelo Jornal do Commercio, a Ademi-AM informou que diretor da Comissão Imobiliária da entidade, Henrique Medina, não poderia responder em tempo do encerramento da reportagem.

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