Medida Provisória define nova realidade comercial em Roraima

O Sebrae em Roraima está traçando estratégias para sensibilizar, orientar e capacitar o empresariado no que diz respeito aos novos mecanismos de comercialização no Estado. A motivação para essa ação foi a publicação da Medida Provisória 418, de 14 de janeiro de 2008, que trata da regulamentação das ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação) e transfere a ALC (Área de Livre Comércio) do município de Pacaraima (RR) para Boa Vista (RR).
Para isso, além de realizar um trabalho de capacitação interna, uma das primeiras ações do Sebrae para preparar Roraima para a nova realidade comercial será a realização de um seminário, com o objetivo de discutir com o empresariado local a otimização dos resultados gerados pela ZPE e ALC. O evento está programado para ocorrer no início de março no auditório da própria instituição.
Deverão participar do seminário representantes da Suframa -AP (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e do governo do Estado do Amapá para trazer a experiência da ZPE de Macapá-Santana. Além disso, o Sebrae pretende contar com um especialista em ZPE e com a presença dos mais diversos representantes da esfera política, administrativa e empresarial de Roraima, a fim de promover uma ampla discussão sobre a instalação dos novos mecanismos comerciais.

Sebrae-RR vai promover atuação
integrada com entidades empresariais

O diretor-técnico do Sebrae no Estado, Alexandre Henklain, diz que a instituição tentará primeiro promover uma atuação integrada com as diversas entidades empresariais como a Fier (Federação das Indústrias do Estado de Roraima), que engloba o CIN (Centro Internacional de Negócios), Federação das Associações Comerciais e Industriais de Roraima (Facir), que, segundo ele, já desenvolve um forte trabalho com a rede de agentes, a Federação do Comércio de Roraima (Fecor), a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), que tem o Departamento de Comércio Exterior, e com a prefeitura de Boa Vista, que também já desenvolve uma série de ações voltadas para o mercado internacional.
“A nossa preocupação inicial é, portanto, a de integrarmos esforços com entidades governamentais e privadas de diversas esferas no sentido de sensibilizar, capacitar e orientar os nossos empresários para esse novo cenário local”, comentou.
O superintendente do Sebrae/RR, Rodrigo Jucá, destaca que este é um instrumento jurídico novo para o Estado e não só os empresários estão com dúvidas, mas também as entidades e instituições que representam essa categoria, havendo assim uma forte necessidade de se aprofundar ainda mais nesse assunto.
Segundo ele, estas áreas chegaram a ser implantadas em outros locais do Brasil, mas não deram certo, daí a importância de promover mais discussões e realizar mais estudos para que Roraima não cometa os mesmo erros. “Temos que observar essas experiências que não foram bem-sucedidas e fazer um estudo mais aprofundado quanto ao funcionamento da ZPE e da ALC para que os mesmos erros não sejam cometidos no Estado”, observou.

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