Outro dia, dissemos neste espaço que a realidade às vezes deixa a ficção para trás, no entanto, o que acontece hoje no mundo com a incidência da covid-19 mostra uma realidade mais brutal com a doença infectando a humanidade e exigindo esforços globais entre os países para tentar brecar o coronavírus.

Enquanto os países e a maior parte dos estados brasileiros procuram reduzir a mobilidade das pessoas e deixá-las em casa para preservar a sociedade do contágio pela covid-19, há aqueles outros que fazem justamente o contrário: o maior exemplo disso é o presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele, que se intitulou como um atleta, no domingo, contrariando indicações do ministro da Saúde, Bolsonaro saiu às ruas de Brasília para confraternizar..

É ao lado desse tipo de atitude que previsões catastróficas feitas para o Brasil, a partir da incidência do coronavírus, podem se concretizar, como é o caso do Instituto inglês cuja projeção prevê a morte de mais de 1 milhão de brasileiros durante a pandemia de coronavírus no País.

É óbvio que tal previsão só poderia se concretizar caso o Brasil não tivesse tomado nenhuma providência para mitigar a propagação do vírus e isto está registrado no estudo do instituto inglês. Mas, se a maioria dos brasileiros tiver Bolsonaro como espelho, a coisa pode desandar e ficar pior do que o previsto.

As Visões de mundo do Presidente da República ministro da saúde do Ministro da Economia são divergentes. Para o presidente Ficar em casa é coisa de covarde, os ministros ficar em casa a solução, mas é uma das maneiras mais indicadas para evitar que o covid 19 se Espalhe pela população de forma incontrolável.

Enquanto na esfera federal se debate obtenção de recursos superiores a dois bilhões de reais para combater as consequências econômicas e sociais do vírus, o governador do Amazonas já disse: é possível que a folha de pagamento do Estado do Amazonas sofra atraso.

Em outra frente, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, já conseguiu uma solução para manter os funcionários municipais sem nenhum atraso em seus salários: cortou despesas no volume de 500 milhões de reais e, de acordo com Arthur Neto, está mantido o cronograma de pagamentos do funcionalismo municipal.

Se o prefeito de Manaus encontrou a rota para resolver resolver essa parada, o ministro da  Economia também está a procura do caminho para manter as coisas da melhor maneira e já afirmou que, se for necessário, as prefeituras podem cobrir os gastos com autônomos e depois cobrar do governo federal. Ponto para Paulo Guedes. Assim, o que o Ministério da Economia se  alinha com os procedimentos corretos, embora nem sempre os menos custosos.

Mas a atividade econômica tem outras segmentos, os quais, em Manaus preveem que pelo menos 26 mil colaboradores do polo de indústrias podem parar suas atividades no Polo de Manaus. No caso do comércio, a previsão é de que outras 5 mil pessoas parem de trabalhar em decorrência das medidas de isolamento social, caso a recuperação da atividade econômica por aqui não se concretize em prazo razoável.

*Eustáquio Libório é jornalista

Fonte: Eustáquio Libório

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