Material de construção bate R$ 9,5 mi no AM

Mais de 2.700 amazonenses se beneficiaram com as linhas de crédito para compra de materiais de construção de janeiro a novembro, utilizando R$ 9,5 milhões em financiamentos da Caixa (Caixa Econômica Federal) e do BB (Banco do Brasil)

Mais de 2.700 amazonenses se beneficiaram com as linhas de crédito para compra de materiais de construção de janeiro a novembro, utilizando R$ 9,5 milhões em financiamentos da Caixa (Caixa Econômica Federal) e do BB (Banco do Brasil). Os números foram divulgados na semana passada e refletem o crescimento da construção civil no Brasil.
Aliado a procura por crédito para reforma e construção civil, a Caixa lançou na segunda-feira, 14, uma linha de R$ 1 bilhão para compra de material de construção em lojas de varejo. O prazo de pagamento é de 24 meses com valor máximo de R$ 10 mil por financiamento. Além disso, a instituição acrescentou R$ 4 bilhões a linha Construcard, destinada ao mesmo tipo de empréstimo. O segundo montante é reservado a obras de maior porte e tem limite de 60 meses para quitação.
O ex-presidente do Sinduscon/AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas), Joaquim Auzier, mostrou-se animado em relação à quantidade de pessoas físicas que decidiram reformar suas casas neste ano. “O valor é bastante significativo para o Estado e revela que não são apenas as construtoras que impulsionam o mercado de materiais de construção”, afirmou Auzier, apesar de não mensurar quanto o comércio de materiais de construção para fins residenciais representa para o faturamento do setor.
A Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), por sua vez, projeta desempenho crescente de 10% nas vendas para o setor no próximo ano como sustentou o presidente da entidade, Cláudio Elias Conz.

Taxa de juro

O vice-presidente de Pessoa Física da Caixa disse que a taxa de juros para os clientes do cartão Construcard dependerá da renda do interessado e que não há teto para os financiamentos.
Na Caixa não é necessário ser cliente da empresa, basta verificar se está dentro do regulamento para ter o financiamento aprovado. Juros, limite de empréstimo e outras condições do contrato variam segundo o perfil do cliente e a finalidade de crédito requerido. Os empréstimos são para reforma de imóveis residenciais e comerciais. O valor é liberado em cartão de crédito específico para lojas de materiais de construção.
O crédito do BB limita-se ao uso de consumidores finais e não é abrangente a aquisição de materiais para infra-estrutura, como asfalto, poste, calçada, compra de terrenos ou prédios. Com origem no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o financiamento no banco é destinado a correntistas possuidores de cartão de crédito da instituição com mais de um ano de atividade.
“O prazo médio para a quitação do débito é de 60 meses, com taxa de 1,66% ao mês (ou 19,92% por ano) e a primeira parcela vende 59 dias da assinatura do contrato”, informou a assessoria de imprensa do Banco do Brasil.

Vendas em todo o país aumentam 4% em novembro

A comercialização de materiais de construção cresceu 4% em novembro, sobre os mesmos 30 dias do ano passado, de acordo com a Anamaco. As estatísticas da associação indicam que na comparação anual do mês de outubro o aumento também atingiu 4%, enquanto no acumulado de onze meses do ano corrente sobre igual período de 2008 a alta é de 4,5%.
“Os segmentos de cerâmica e acabamentos em geral, incluindo tintas, tiveram um crescimento de 8% no mês de novembro, indicando retomada de obras”, informou a assessoria de imprensa da Anamaco, que completou adiantando a expectativa de crescimento de 20% no volume de vendas, no fechamento do último quadrimestre de 2009 devido à prorrogação, até junho de 2010, da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Em 2008 o setor de vendas de materiais de construção faturou R$ 43,23 bilhões.
Se depender da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) o mercado interno do segmento crescerá 15,7% no próximo ano. A expectativa é de recuperação em relação ao desempenho apresentado em 2009. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as vendas domésticas caíram 14,81% em relação a mesmo período de 2008, segundo os dados da Abramat que também baseia a alta nas vendas pela maior oferta de crédito anunciada pela Caixa.

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