Marina Silva defende Sarney Filho e procura diferencia-lo do pai

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, defendeu, em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, o deputado Sarney Filho (PV-MA), seu aliado, e tentou diferenciá-lo do pai, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
“Por que a gente põe a conta do presidente Sarney no Sarney Filho como se eles fossem a mesma pessoa? Ele vem da política tradicional, mas perguntem ao movimento ambientalista o que acha do Sarney Filho. Não dá para a gente pegar a trajetória do presidente Sarney e colocá-la com todo o peso nas costas do Sarney Filho.”
A senadora disse que seu teto de 12% nas pesquisas representa “16 milhões de eleitores”, que “não estão associados às maquinas partidárias, aos velhos caciques partidários”. “A gente olha para os palanques e vê 500 anos de política velha no Brasil”, criticou ela.
A candidata, no entanto, reconheceu problemas em seu próprio partido. “O PV não é um partido perfeito. Tem as dificuldades que têm os outros partidos”, disse. Marina se filiou ao partido em agosto de 2009.
A senadora afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa de um “continuador”, mas de um “sucessor”, e citou uma canção de Caetano Veloso para explicar o motivo.
“O presidente Lula aprendeu a dor e a delícia de ser o que é, com dificuldades que entendo que precisam ser superadas. E é por ele não ter sido capaz de enfrentar todas as dificuldades, que ele precisa de um sucessor, não de um continuador”, afirmou.
A ex-ministra do Meio Ambiente criticou o que ela chamou de “apologia ao petróleo” feita pelo presidente Lula. “Nós somos um país que poderia lidar com a lógica do bem necessário que são as energias renováveis, mas fazemos apologia do mal necessário que é o petróleo.”
Além de comentar sobre o companheiro de sigla, Marina avaliou ainda a aprovação do reajuste dos aposetados. Para a presidenciável, o Brasil vai ter que cortar gastos.
A senadora sugeriu que os recursos necessários ao Orçamento da União para complementar o reajuste de 7,7% dado aos aposentados seja retirado de emendas parlamentares.
“As emendas poderiam ser cortadas. Até porque se os parlamentares concordaram com o reajuste, obviamente é porque tem lugar para cortar. Seria um gesto para transformar um manifesto político em coerência prática”, afirmou.
O reajuste para aposentados que ganham acima de um salário mínimo foi sancionado na ultima terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cálculos do governo dão conta que a elevação das aposentadorias vai custar R$ 1,6 bilhão aos cofres da União em 2010.
Marina evitou classificar o reajuste como “eleitoreiro”, dizendo que é justo que os aposentados tenham esse reforço no orçamento.
Segundo ela, o que deveria mudar é a forma de repor as perdas da classe. “Todos os anos discutimos o mesmo assunto. É preciso mudar a forma como isso é feito”.
As declarações da presidenciável foram dadas em entrevista após a sabatina realizada hoje pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, em que a senadora respondeu perguntas de jornalistas e de eleitores.

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