18 de maio de 2021

Maria Luiza lança livro com foco no público jovem

“Nunca deixaremos vocês acharem que, porque somos jovens, temos que seguir a sociedade e casar cedo, ou perder a virgindade com o cara que vocês definem como o certo, ou temos que depender do dinheiro dos homens. Homens são homens, são amigos, companheiros, não nossos pais que têm a obrigação de pagar a conta dos lugares que frequentamos. O que custa ‘rachar’ a conta? Nada demais! Meu bem, têm homens que são de um cavalheirismo difícil de dizer ‘bora’. Não precisa!”.

Esse é apenas o texto introdutório do segundo livro da escritora Maria Luiza Brasil, ‘Ela mora –crônicas, contos e cartas’, que acaba de ser lançado pela Filos Editora. Dá para perceber que a garota, de apenas 22 anos, pensa como a maioria dos jovens de sua geração. Homens e mulheres no mesmo nível, com os mesmos deveres e obrigações.

Maria Luiza é mais um nome das artes que surge de Itacoatiara, e há alguns anos vem se moldando na literatura, trilhando o mesmo caminho de vários itacoatiarenses que se consagraram como Anísio Melo, Óscar Ramos, Elson Farias, Francisco Gomes da Silva, entre outros. Atualmente ela mora em Iranduba.

Como quase todos os escritores, em seu começo, Maria Luiza também escrevia e guardava os textos apenas para ela, com vergonha de mostrar para outras pessoas.

“Nem pensava em ser escritora, publicar livros. Comecei a escrever pequenas histórias durante os momentos de tristeza quando, com 14 anos, fiquei doente e, sem poder fazer as coisas que mais gostava, entrei em depressão. Escrever se tornou uma válvula de escape para mim”, recordou.

Maria Luiza é mais um nome das artes que surge de Itacoatiara
Foto: Divulgação

Textos roubados

Entre 2013 e 2014, período em que esteve com a saúde abalada, Maria Luiza escreveu mais de 300 textos, curiosamente, em tempos modernos, no seu celular. Um dia, por um acaso, já com a saúde restabelecida, a jovem resolveu mostrar aqueles textos para o professor de geografia Jan Martinot. Ele gostou e a incentivou a continuar escrevendo. O que ela não lembrou, ou se lembrou não deu atenção, foi que um celular pode dar defeito e se perder tudo o que nele está armazenado, ou ser roubado. Foi o que aconteceu. Celular roubado, todos os mais de 300 textos foram levados embora.

“Por muito pouco não entrei em depressão novamente. Acho que só não entrei porque estava saudável e sabia que, com a facilidade que tinha para escrever, poderia produzir outros textos, e foi o que fiz”, disse.

Em 2017, com o apoio do advogado Júlio Antônio Lopes, também autor de vários livros como ‘A Crítica de Umberto Calderaro’, ‘O STF e a imprensa’, ‘O sigilo da fonte’, ‘Bernardo Cabral, um estadista da república’, ‘Fábio Lucena, grandes vultos que honraram o Senado’, e ‘Sejamos luz’, Maria Luiza lançou seu primeiro livro, o romance ‘Pensamentos de mim. Você e todos nós’.

“O livro reúne diversas histórias, contadas por amigos, que eu reuni e transformei numa única história. É uma ficção baseada em fatos”, informou.

Logo o nome da itacoatiarense ganhou destaque no meio literário caboclo e nem demorou para ela ser convidada a integrar a Asseam (Associação dos Escritores do Amazonas) e a Abeppa (Associação Brasileira dos Escritores e Poetas Pan-Amazônicos) e a participar, em 2020, de sua primeira antologia, ‘A Imortalidade Amazônica II’, com um poema na publicação que reuniu outros 19 poetas, homens e mulheres.

“Não sou poeta, mas gosto de escrever poemas da mesma forma que gosto de escrever textos. Comecei a escrever poemas a pedido dos meus colegas, que liam meus textos, mas gostavam de ler poesias. Acho que prefiro ser romancista”, revelou.

Patrocínio dos avós  

Assim como em ‘Pensamentos de mim. Você e todos nós’, os textos de ‘Ela mora – crônicas, contos e cartas’ são voltados para o público jovem, e quem patrocinou a edição do livro foram os avós de Maria Luiza, José Luis e Damiana, grandes incentivadores na neta.

“Escrevo para as pessoas da minha faixa de idade, utilizando nossa linguagem, nossos pensamentos sobre o que vivemos e vivenciamos, mas de repente vi que estava atingindo outros públicos, de crianças a pessoas bem mais adultas. Essas pessoas têm adquirido meu livro e gostado. Acredito que com ‘Ela mora’ será a mesma coisa”, disse.

Atualmente Maria Luiza cursa pedagogia, na Faculdade Estácio, em Manaus. Agora com aulas virtuais, por causa da pandemia, antes ela vinha diariamente do outro lado da ponte Rio Negro para a capital. Mas isso não é problema para a jovem. Seus livros não são vendidos em livrarias, mas presencialmente pela escritora, que os oferece diretamente para as pessoas, seja na rua ou num evento cultural.

“Vender livros não é fácil, ainda mais se estiver na estante de uma livraria junto a milhares de outros títulos, e eu quero ser lida. Melhor ainda para o leitor, que passa a me conhecer pessoalmente e se tiver lido meu primeiro livro vai dizer se gostou, ou não, o que para mim é muito importante”, avaliou.

‘Ela mora – crônicas, contos e cartas’ já está à venda pelo Face: Maria Luiza Brasil, ou pelo Instagram: @marialuizabrasilescritora. É só pedir que a autora dá um jeito de entregar.

Foto/Destaque: Divulgação

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