18 de abril de 2021

Março registra criação de quase 35 mil vagas

A economia brasileira registrou a criação de 34.818 vagas com carteira assinada em março, no segundo mês de resultados positivos -em fevereiro, primeira alta após três meses de retração, foram criadas 9.179 vagas

A economia brasileira registrou a criação de 34.818 vagas com carteira assinada em março, no segundo mês de resultados positivos -em fevereiro, primeira alta após três meses de retração, foram criadas 9.179 vagas. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e fo-ram divulgados pelo Ministério do Trabalho.
O saldo de março representa a diferença entre contratações (1,419 milhão) e demissões (1,384 milhão) no período. Apesar da recuperação, trata-se do pior resultado para meses de março desde 2003 (21.261 vagas abertas). No ano passado, março havia registrado criação recorde de 206.556 postos de trabalho com carteira assinada.
No acumulado do trimestre, ainda há perda de 57.751 vagas. Entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Em dezembro, pior mês da crise no emprego, o governo registrou o pior resultado da série histórica do Ministério do Trabalho, quando foram fechados 654.946 postos de trabalho. Somente em janeiro deste ano, foram fechadas 101 mil vagas.
A indústria de transformação e o comércio apresentaram resultado negativo no mês passado, com o fechamento de 35.775 vagas e 9.697 pontos, respectivamente.
Por outro lado, houve expansão do emprego nos setores de serviços (49.280), construção civil (16.123), agricultura (7.238) e administração pública (7.141).
O ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse na quarta-feira que o emprego na indústria de transformação deverá ter resultado positivo em abril.
Em março, esse setor -que inclui, entre outros, automóveis, eletrodomésticos e vestuário- apresentou saldo negativo de 35.775 vagas, contra o fechamento de 55.456 postos em fevereiro.
“Essa curva está decrescente. O principal dado deste mês mostra que está se invertendo a perda de emprego e, na minha avaliação, teremos abril já positivo na industria de transformação’’, afirmou.

Indústria deve ter resultado positivo em abril

Segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em março foram gerados 34.818 empregos. De acordo com o ministro, isso significa que a economia brasileira está se recuperando. “Março está sendo o mês da virada no Brasil. Vamos ter a partir de abril saldos mais positivos e muitos terão que fazer novamente os seus cálculos de PIB, que será positivo em 2009’’, disse.
Lupi destacou ainda o resultado do setor de construção civil, que abriu 16.123 postos, ficando atrás apenas do de serviços (49.280). “Antes mesmo do programa de 1 milhão de casas, já se prova um aquecimento (no setor)’’, completou.
Além da construção civil, os setores de serviços (49.280 empregos com carteira a mais), agricultura (7.238) e administração pública (7.141) tiveram desempenho positivo em março nos dados do Caged. Na outra ponta, além da indústria, o comércio (-9.697) apresentaram recuo.
No acumulado do trimestre, o país perdeu 57.751 vagas com carteira assinada. Entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas. Em dezembro, pior mês da crise no emprego, o governo registrou o pior resultado da série histórica do Ministério do Trabalho, quando foram fechados 654.946 postos de trabalho. Somente em janeiro deste ano, foram fechadas 101 mil vagas.
O Estado de São Paulo foi o que mais criou postos de trabalho em março, segundo dados do Caged. Após quatro meses de queda, foram criados 34.231 postos de trabalho no mês passado.
O Sudeste foi a região que registrou o maior número de vagas criadas (50.227). Ainda por Estado, Minas Gerais apresentou o terceiro melhor saldo (9.399), atrás do Paraná (10.842). Na Região Sul foram criados 15.283 postos.

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