Mantega vê alta no ano entre 2,5% e 3%

A economia brasileira pode crescer entre 2,5% e 3% em 2013, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista à Reuters, diante de um cenário de instabilidade que abateu os mercados recentemente e depois das manifestações populares que eclodiram em todo o país. Até então, as contas dele apontavam para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%.
A volatilidade mundial no câmbio originada pela comunicação inicial “não organizada” do Federal Reserve – banco central norte-americano – e os protestos por aqui afetaram a atividade doméstica no segundo trimestre, cujo crescimento tende a ficar próximo ou um pouco acima da alta de 0,6% ocorrida no primeiro trimestre, segundo Mantega.
Mantega disse que o objetivo é formar um colchão de reserva para cobrir eventual descumprimento por Estados e municípios da meta de superávit primário – a economia feita pelo governo para pagamento dos juros da dívida pública.
O ministro deixa aberta a possibilidade de recompor alguns tributos e ampliar a atual previsão de R$ 45 bilhões em abatimento da meta em 2013, por investimentos e desonerações.
Mentor financeiro do programa de concessões de infraestrutura, tido pelo governo como essencial na recuperação econômica, Mantega defendeu ainda que as taxas de retorno fixadas para os principais empreendimentos representam uma “belíssima” oportunidade de negócio, sinalizando que os percentuais não serão alterados.

Mercado

A economia brasileira deve crescer menos este ano. Os economistas do mercado financeiro baixaram, na semana passada, sua expectativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 de 2,34% para 2,31%, informou o Banco Central na última segunda-feira (15) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
Foi a nona queda consecutiva deste indicador. Para 2014, a previsão de crescimento da economia brasileira ficou estável em 2,80%. No primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, o PIB avançou somente 0,6% na comparação com os três últimos meses do ano passado – valor que ficou abaixo da previsão dos economistas.

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