MANOBRA – Dissidentes tentam presidência da Câmara

O lançamento de candidaturas pulverizadas é a principal estratégia dos deputados contrários ao acordo entre PMDB e PT para eleger o líder peemedebista, Henrique Eduardo Alves (RN), para o comando da Câmara. Nessa lista de candidaturas avulsas já se pode contar com três nomes de partidos da base que não aceitam o acordo que dá ao PMDB o comando da Câmara e do Senado nos próximos dois anos: Rose de Freitas (PMDB-ES), Júlio Delgado (PSB-MG) e Ronaldo Fonseca de Souza (PR-DF), que colocaram hoje ontem seus nomes na disputa.
“Sou um candidato com 70 votos, mas posso levar a disputa para o segundo turno”, disse o deputado Ronaldo Fonseca, que está em seu primeiro mandato e que espera votos de parte da bancada evangélica e de colegas de partido.
“Além de parte da bancada evangélica, tenho também votos do meu partido, que não me lançou, mas me autorizou a lançar meu nome. Isso já é uma grande coisa. Tenho ainda o voto de tantos outros deputados que têm uma vontade muito grande de trair em uma votação secreta como essa”, disse Fonseca, que é vice-líder do bloco que reúne PR, PRB, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC e PSL.
Em dezembro, o PR declarou apoio oficial ao candidato Henrique Eduardo Alves. No entanto, é grande a insatisfação dentro da legenda com essa posição. “Esse acordo não nos contempla”, disse Fonseca.
Faltando menos de um mês para a eleição do comando da Câmara e do Senado nos próximos dois anos, os pré-candidatos desembarcaram em Brasília, nesta segunda-feira (7), em plena campanha, mesmo nos corredores vazios das duas casas devido ao recesso parlamentar.
O líder do PMDB Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que tem o apoio da cúpula do seu partido, do PT e do Palácio do Planalto fez encontros e traçou as viagens que fará aos estados. Na próxima semana ele já marcou encontros políticos na Região Sul.
“O candidato favorito (Henrique Eduardo Alves) chegou a dizer que tinha 400 votos, depois admitiu que tivesse 300. Com a candidatura de Fonseca, podemos levar essas eleições para o segundo turno”, ponderou Delgado que espera contar com o voto dos “dissidentes dos partidos da base”.
O acordo entre PMDB e PT foi costurado em 2010, com o aval da presidente Dilma Rousseff, quando o PT lançou o nome de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte. O acordo fez com que o então pré-candidato do PMDB mineiro, Leonardo Quintão, abrisse mão da disputa e apoiasse o petista, que acabou derrotado. Em troca, o PMDB receberia o apoio do PT para comandar o Senado e a Câmara nos dois próximos anos.

Regras

A eleição ocorrerá no dia 4 de fevereiro, quando também serão escolhidos os demais membros da Mesa (dois vice-presidentes e quatro secretários, além de quatro suplentes de secretário). Para ser eleito, o candidato precisa do apoio da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 votos. Se ninguém atingir este número, há segundo turno com os dois mais votados. Nesse caso, para eleição serão necessários os votos da maioria simples dos deputados, ou seja, a maioria comum, sendo obrigatória a presença de pelo menos 257 deputados.

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