15 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Mandioca pode se tornar fonte de energia

Tradicionalmente utilizada como base de alimento para as populações ribeirinhas e urbanas da região, a mandioca pode se tornar uma fonte de energia limpa no Amazonas

Tradicionalmente utilizada como base de alimento para as populações ribeirinhas e urbanas da região, a mandioca pode se tornar uma fonte de energia limpa no Amazonas. Pelo menos isso é o que busca o projeto de ‘Geração de Energia por meio do Etanol produzido a partir da Mandioca’, que está sendo desenvolvido pela Eletrobras Amazonas Energia em parceria com a Universidade Federal do Amazonas e a VSE (Vale Soluções em Energia).
Segundo o assessor da presidência da Eletrobras, Márcio Paixão, o trabalho iniciado em 2001 é de autoria do professor-doutor Rubem Souza, que submeteu a proposta à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e recebeu aprovação do órgão federal. Atualmente, o projeto encontra-se em fase de testes na fazenda experimental da Ufam e também recebe o apoio da Emprapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
A tecnologia matriz foi utilizada com outras matérias-primas existentes em outras regiões do Brasil, como acontece com a cana-de-açúcar no Sudeste do país. Porém, esta é a primeira vez que se tem registro no país do uso da mandioca como matriz energética para alimentar motogeradores de energia elétrica.

Solar

Em outra iniciativa da Eletrobras, aparelhos eletrônicos e postes de iluminação estão funcionando a partir da energia solar geradas em miniusinas fotovoltaicas, com minirrede de distribuição de energia elétrica e sistema de faturamento pré-pago, que evita que moradores de comunidades consideradas remotas precisem se deslocar até a cidade para efetuar seu pagamento. O projeto beneficia atualmente mais de 200 famílias em municípios como Novo Airão, Autazes, Barcelos, Beruri, Eirunepé e Maués.
Tais experimentos mostram que, com tecnologia, é possível ter boa produtividade a partir da chamada ‘economia verde’, que busca associar sustentabilidade ambiental e erradicação da pobreza, ou dinâmicas produtivas com baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e comprometimento com a inclusão social.
O tema, aliás, volta à pauta de discussões em Manaus com a realização do 20º CBE (Congresso Brasileiro de Economistas), que acontecerá no Tropical Hotel entre os dias 4 a 7 de setembro.
Segundo o economista Erivaldo Lopes, do Confecon (Conselho Federal de Economia), e um dos coordenadores do CBE, a ‘economia verde versos a reestruturação produtiva visando à sustentabilidade’ estará entre os assuntos mais explorados no evento, e deve apresentar muitas outras iniciativas que estão sendo desenvolvidas na área por empresas brasileiras e do exterior.

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