Manaus recebe médicos e anuncia mais UBSs

O prefeito de Manaus, David Almeida, recepcionou nesta sexta-feira, 15 dos 108 médicos enviados pelo governo federal, para reforçar o atendimento nas unidades de saúde da cidade. David também anunciou o credenciamento, pelo Ministério da Saúde, de mais 27 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), para o atendimento exclusivo de síndromes gripais e Covid-19.

Os profissionais enviados para reforçar o quadro da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foram selecionados por meio do programa Mais Médicos pelo Brasil, do governo federal, e ficarão à disposição do município por 12 meses.

A recepção aconteceu no auditório Isabel Victoria de Mattos Pereira do Carmo Ribeiro, localizado na sede da Prefeitura de Manaus, na Compensa, zona Oeste, e contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; do secretário de Atenção Primária, Raphael Parente; do assessor especial do ministério, Airton Cascavel; e da titular da Semsa, Shádia Fraxe.

“A vinda de 108 médicos, certamente, vai reforçar o nosso atendimento à população. Agradeço em nome da Prefeitura de Manaus todo o apoio do Ministério da Saúde e quero dizer que Manaus vai voltar a sorrir, vai voltar a ser a cidade sorriso, a cidade alegre. O povo desta cidade vai recuperar a sua autoestima. Nós estamos lutando para isso. É isso que Manaus quer, é disso que Manaus precisa”, disse David.

Com o novo quantitativo de médicos e o aumento no repasse para Manaus do piso da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), saindo de R$ 190 milhões para R$ 380 milhões – acordado na última semana após reunião entre o prefeito e representantes do governo federal -, o Ministério da Saúde também confirmou o credenciamento de 180 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), 40 equipes de saúde família e três equipes de saúde bucal, que estarão à disposição da Semsa.

Reconhecimento

Durante a cerimônia, as ações que vêm sendo adotadas pela Prefeitura de Manaus nos 29 dias de gestão do prefeito David Almeida, durante o combate à Covid-19 foram elogiadas pelo Ministério da Saúde. O secretário de Atenção Primária, Raphael Parente, destacou que nas primeiras visitas realizadas no início do mês às UBSs, era possível ver a deficiência no atendimento, fato que não foi encontrado nas últimas fiscalizações realizadas pela equipe do governo federal.

“Víamos filas enormes, um só médico atendendo, não havia tendas, e os pacientes estavam em pé. Em trabalho conjunto com a Semsa, já nesta semana, a gente voltou e encontrou outra realidade. Eram três ou quatro médicos atendendo. Os pacientes todos sentadinhos, muito diferente do clima muito hostil, até de agressão, que encontramos aqui. Então, também queria parabenizar a Secretaria Municipal de Saúde pelo trabalho”, disse Parente, ao frisar que nenhuma unidade de atendimento da prefeitura se encontra fechada.

O ministro Eduardo Pazuello também elogiou os esforços promovidos pelo prefeito David Almeida. Ele ressaltou a dificuldade logística enfrentada pelo Estado e afirmou que é necessário conscientizar a população da necessidade de buscar atendimento em uma UBS, logo após o surgimento dos primeiros sintomas.

“Manaus enfrenta uma nova linhagem do coronavírus. Essa nova cepa, por observação, define um contágio até três vezes mais rápido. É impossível se prever exatamente quando vai ser mais agressiva ou não, em que momento vai explodir ou não. Então, nós temos que estar prontos para o pior. É assim que funciona, além disso havia um atendimento básico deficiente. Agora, o cidadão precisa estar consciente da importância de procurar uma UBS”, concluiu.

Profissionais

Os 108 novos profissionais começaram a se apresentar e 32 já estão na capital amazonense, sendo 29 manauenses. Todos serão pagos pelo Ministério da Saúde. Inicialmente, os novos médicos atuarão nas unidades de saúde preferenciais, para o atendimento inicial a casos suspeitos de Covid-19.

Uma das profissionais que se inscreveram no programa é Débora Gadelha, médica amazonense que já atuava na linha de frente na rede privada de Manaus. “Eu já atuava na linha de frente na rede particular, mas como egressa da rede pública de ensino, formada pela Universidade do Estado do Amazonas, a UEA, eu senti a necessidade de me apresentar e devolver à população tudo o que a cidade já fez por mim”, disse a profissional de saúde.

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