Vamos ao que dizer e ao que não dizer sobre a vida da aniversariante, mas a salvo de cairmos em mesmice generalizada, sabendo-se que as anotações bibliográficas no dia de hoje por certo serão abundantes e até mesmo efusivas. Portanto, não sigamos por aí. Noutro passo há muito o que proclamar. Vejamos.

Dá pra dizer – olha só! – espaço a princípio rústico ocupado em 1669, no século XVII – já se vão 350 anos nesse 24 de outubro. Minha cidade, parabéns! Gozado como, apesar de toda essa idade, acontece de você não parecer velhinha. É jovem, faceira, caliente e não só pelo clima tropical, que obriga a tanto consumo de bebidas, paraíso dos fabricantes, posto que aqui, por conta do outro clima – huuuuuu! – longe do climatério e com inspiração citadina nos seus olores, fervores e humores, os lençóis das camas dos casais resultam ensopados de suor ao final de uma noite daquelas, ainda soluçando excitação. Mas depois, tome filharada! Para com isso! Digo filhos!

Lamente-se, contam alguns, pelo menos é assim que lembram daqueles quentes serões apesar do episódio de Alzheimer sofrido, que os fez esquecer o como das manobras saborosas e bem sucedidas, visto a decadência do instrumento quase bélico forçado a esconder-se covardemente, não comparecendo para dar conta da refrega, ao que parece acanhado a ponto de quedar-se todo encolhido e recolhido às vestes íntimas. Credo! São raros os casos…

Mas não é só isso. Como anunciado acolá, também dá para dizer que quando do século XVII, a princípio antes de ser uma cidade, já em 1.969, no século XIX, construíra-se uma mera fortificação de designação Manaós, elucide-se a seguir, para fixar a presença lusitana e resguardar a entrada da Amazônia Ocidental das invasões estrangeiras, sobretudo dos holandeses e espanhóis.

Nesse rumo, não se deixe passar a origem desse nome, a princípio provindo da tribo dos Manaós, termo há pouco anotado, que eram habitantes da região dos rios Negro e Solimões, seguindo para a posterior e permanente designação Manaus, que significa Mãe dos Deuses. Sabia? 

Fincou-se como cidade a noroeste do Brasil, na margem esquerda do Rio Negro, como ponto de partida estratégica em direção à Floresta Amazônica quando a leste do majestoso Rio Negro de águas da cor que lhe dá o nome, a encontrar-se com o Rio Solimões, barrento, brotando então um fenômeno visual de incredulidade tal a ponto de designar-se “Encontro das Águas”, um notável ponto turístico, dando-se mais adiante os dois afluentes a formarem o também lendário Rio Amazonas, que segue até juntar-se ao Oceano Atlântico.

Hoje trata-se de uma metrópole, comparando-se à altura com outros centros brasileiros relevantes, segundo ditam as fontes confiáveis de registro, posto que contando com a quarta maior área urbana do país, nos seus 472 Km2, situa-se em meio ao coração da Amazônia, desfrutando de ar puro e belezas naturais, eis o que não falta em Manaus.

Esta cidade, ainda que uma metrópole, remarque-se, não perde o contato com a natureza exuberante que a envolve, mesmo com a vida agitada própria da sua dimensão, onde é possível conviver em meio ao verde majestoso da floresta. Nessa conformidade, vive-se bem em Manaus, contando-se cinco os melhores bairros, a saber: Adrianópolis, localizado na zona centro-sul, é assim considerado, juntamente com o Centro; Nossa Senhora das Graças; Parque 10 de Novembro; Vieiralves; Flores; e Ponta Negra. 

No entanto, como é bem de ver, fatalmente temos a feição contrária, citando-se como tal, eis que tomados pela criminalidade, os bairros Alvorada; Zumbis; Coroado; Compensa; Vila da Prata; Cidade de Deus; Santa Etelvina; Petrópolis; Cachoeirinha; Raiz. Algumas dessas regiões são dadas como as mais violentas, onde teria ocorrido a maioria dos crimes, tidos como sob  domínio do Comando Vermelho.

Por fim, neste apanhado obrigatório há de se citar a Zona Franca de Manaus, bem se sabe uma região industrial criada pelo Decreto-Lei 288, de 28/Fev/67, cuja administração e controle dos incentivos fiscais concedidos às empresas que então se instalassem, ficaria a cargo da autarquia federal Superintendência da Zona Franca de Manaus-SUFRAMA, não havendo a negar que o passo deflagrou um inaudito surto de progresso material a esta região, um assunto exaustivamente conhecido, faltando no entanto compor-se com a potencialidade desta que é a pátria das águas e da floresta, tal como tem discorrido este articulista em textos semanais postos neste mesmo tradicional jornal.  

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