Manaus ganha Polo de Modas

Com investimentos calculados em R$ 2,5 milhões, 13 empresários do setor da moda em Manaus lançaram na quinta-feira, 28, o primeiro polo confeccionista da região Norte para inserir a produção amazonense de moda casual no circuito nacional. A perspectiva inicial das empresas é a geração de, pelo menos, 3 mil frentes de trabalho em seis meses, além de capacitação de mão-de-obra e gestores das empresas de confecção em Manaus.
O presidente do Sindconf (Sindicato da Indústria de Confecção de Roupas e Chapéus, Material de Segurança e de Proteção do Estado do Amazonas), Engels Lomas de Medeiros, esclareceu que a implantação do primeiro Polo de Modas irá proporcionar às empresas do setor estímulo e auxílio para criar e desenvolver novos projetos, além de servir como amparo na inserção da roupa ‘made in Amazonas’ no ­mercado interno.
O executivo fez questão de frisar que toda a produção do polo irá receber um selo identificador da origem, significando um diferencial na competitividade com outras empresas do setor em nível nacional. “A Amazônia é uma das marcas mais importantes em nível mundial. Queremos aproveitar essa perspectiva de moda conceitual, onde sementes nativas e couro de peixe são utilizados, para lançar tendências e alavancar negócios no mercado brasileiro”, revelou.

Linhas de vestuário serão modernizadas

No entendimento do empresário Aldenor Rodrigues Filho, atuante no segmento de confecções, o polo de modas vai modernizar a produção de roupas adequando as linhas de vestuário às novas exigências do consumidor amazônico. O administrador disse ainda que para participar nesse primeiro grupo, a empresa teve de renovar diretrizes de trabalho, que deverão estar prontas em dois meses. “Agora, o planejamento deverá abordar as vertentes comercial, de comunicação e produção de peças. A partir disso, teremos uma vitrine mais ampla para divulgar produtos com a qualidade amazônida em feiras e programas nacionais”, disse.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, frisou a palavra ‘sentidos’ quando se referiu ao significado de confecções ‘made in Amazonas’ no cenário nacional. “Sentido enquanto direção geográfica, mostrando que o Amazonas agora faz parte de um eixo importante dentro da cadeia têxtil nacional. Sentido também no que diz respeito aos objetivos do polo, procurando atingir variados setores convergentes com a moda, tais como economia, turismo, gastronomia, saúde, sustentabilidade, geração de emprego e renda, indústria, artesanato e meio ambiente”, disse.
No Amazonas, o setor de vestuário e têxtil detém 0,3% de participação no faturamento global da indústria de transformação do Estado, mas responde atualmente por 5.500 frentes de trabalho formal direta e indiretamente, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). “A indústria de confecções detém mais de 3.000 empregos diretos. Isso significa que a criação do polo de modas é uma exigência da própria manutenção de empregos com a melhoria na produção e qualidade das peças. A reunião dessas empresas representa deixarmos a condição de Estado meramente importador de confecções para entrarmos definitivamente em nicho de mercado”, acentuou Engels.

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