Mais uma fuga de presídio expõe a falência do sistema penitenciário

O sistema penitenciário brasileiro, a cada fuga, se mostra cada vez menos eficiente. Por uma série de razões, entre elas, a superlotação dos presídios e o grande volume de processos a serem analisados pelo Judiciário, a paciência da sociedade vai caminhando para seu limite. Os chamados “depósitos de presos” há muito tempo deixaram de cumprir, se é que cumpriram um dia, o seu papel. Além de isolar do convívio social, os presídios deviam também cumprir dois importantes papéis: o primeiro seria trabalhar para a recuperação do indivíduo que cometeu um crime, a utópica ressocialização. A segunda grande missão é a de proteger a sociedade, mantendo os condenados dentro de suas celas. Nem isso se consegue fazer mais, como ficou claro na fuga de mais de 40 presos da penitenciária do Puraquequara. Eles cavaram um túnel de aproximadamente 20 metros, saindo de dentro de uma cela, passando por baixo do muro, e saindo ao lado da floresta que cerca o complexo. Como? Com certeza, as autoridades virão a público e darão as devidas explicações. Daqui a um mês, no máximo, ninguém lembra de nada e todos continuarão trabalhando para manter o mesmo sistema. Novas fugas vão acontecer e as cenas vão se repetir. Vai se pedir mais presídios, mais juízes, mais verbas. E nada vai mudar. De novo as justificativas serão dadas e ninguém será responsabilizado, e, punição que seria o correto, nada. A pergunta é, até quando vai se aceitar tudo isso? Será que não estar mais do que na hora de se pensar em outros modelos de punição? O certo é que se nada for feito, chegará o dia, parece que não está tão distante, que o cidadão para se proteger, terá que fazer Justiça com as próprias mãos.

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