Mais produção, preços menores

O preço de produtos da fruticultura e hortaliças deve abaixar no Amazonas nos próximos meses. A expectativa da Faea (Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas) é que a produção desse ano supere em bom número a de 2012 para produtos que são cultivados em várzea e isso influencie o preço dos produtos no mercado consumidor.
O presidente da Faea, Muni Lourenço, explica que havia um grande receio de uma vazante demorada em 2013, o que iria danificar a agropecuária pelo segundo ano seguido. A atividade vem prejudicada desde o ano passado devido à grande cheia que ocorreu no Estado. “Havia o receio, mas atualmente as perspectivas são positivas, já verificamos a diminuição dos rios. O que analisamos é que essas culturas que foram mais prejudicas com a chuva e a cheia do ano passado agora vão poder ser retomadas”, comenta
Segundo Muni Lourenço a produção deve atingir no mínimo o patamar alcançado em 2011. A expectativa é que, com isso, haja uma maior oferta dos produtos no mercado, reduzindo os preços. “O que a gente espera é que com essa maior oferta, os preços dos produtos para o consumidor voltem a um patamar de normalidade. Tivemos um 2013 com preços elevados, mas isso finalmente deve ser revertido” destacou.
Entre as principais culturas prejudicas com as cheias dos rios estão as de fruticultura, com banana, mamão, na parte de hortaliça temos o alface e o cheiro verde. “Além desses, a mandioca também deve ter uma produção bem maior. Essas são as culturas que foram mais prejudicas com as chuvas e as cheias e agora devem retomar um processo de produção satisfatório”, explica.

Excedentes

O superintendente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Thomás Meirelles, também reforçou o otimismo do setor para a próxima produção. “O que está se desenhando em termos de atuação da Conab nesses próximos meses, em função da vazante, é uma grande compra de produção pela Conab dessas áreas de várzea”, conta
Associações de agricultores de municípios do interior, como Manacapuru e Parintins, já procuraram a companhia demonstrando interesse em vender excedentes da produção que não devem ser absorvidos pelo mercado consumidor. “Estamos tendo uma grande procura de associação e produtores rurais querendo negociar a produção. Provavelmente o mercado não conseguirá absorver tudo e estão procurando os programas públicos de compra. A Perspectiva é de grande produção de melancia e isso se aplica ao pescado também”.
Segundo explica Thomás Meirelles a produção excedente deve ser comprada pela Conab para garantir renda aos produtores e depois será revertida. “Vamos ter uma ação firme na compra desse excedente da produção que por ventura o mercado consumidor não absorver. A Conab vai tentar intensificar a compra e vai garantir uma renda ao trabalhador, depois esses alimentos serão doados a programas sociais”, explica.

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