Mais empresas de emergentes entram na lista das cem maiores

Na apresentação do relatório, na sede européia da ONU, em Genebra, o tailandês Supachai Panitchpakdi, secretário-geral da Unctad, demonstrou ceticismo em relação ao efeito que esses fundos de investimento podem ter na economia mundial.

“O relatório recomenda que os países tenham um entendimento melhor do papel desses fundos, para que criem uma estratégia que estimule os investimentos de longo prazo’’, disse Supachai, ressaltando o risco de desestabilização inerentes aos investimentos estrangeiros de curto prazo.

O relatório de investimento da Unctad, que neste ano tem como foco as empresas multinacionais e as indústrias extrativistas, mostra o retorno dos Estados Unidos ao topo do ranking dos maiores recebedores de IED do mundo, com US$ 175 bilhões. Em 2005 a primeira posição havia ficado com o Reino Unido, que agora ocupa a vice-liderança, com US$ 139 bilhões de IED.

Embora continue sob o domínio esmagador de empresas dos países desenvolvidos, a lista das cem maiores corporações não-financeiras do mundo começa a admitir gradualmente a entrada de membros que não estão no clube dos ricos.

É uma ascensão lenta, que o relatório da Unctad destaca como um indício de que as empresas de países emergentes estão pouco a pouco ganhando terreno. De 2004 para 2005, quando foi feita a última revisão do ranking, o número de multinacionais de países em desenvolvimento no clube dos cem subiu de cinco para sete -seis da Ásia, e a mexicana Cemex. O topo da lista manteve-se estável desde 2004, com as cinco primeiras colocações inalteradas: na ordem, General Electric (EUA), Vodafone (Reino Unido), Ge-neral Motors (EUA), British Pe-troleum (Reino Unido) e Royal Dutch/Shell (Reino Unido/Holanda). Entre as cem maiores multinacionais de países emergentes, cujo 1° lugar é da Hutchinson Whampoa, de Hong Kong, aparecem duas brasileiras, a Petrobras (13) e a Vale do Rio Doce (18). Esta última, com a compra da mineradora canadense Inco, no ano passado, foi responsável pelo impressionante fluxo brasileiro de investimento no exterior de US$ 28 milhões, pela primeira vez na história maior que o investimento recebido.

Na opinião de um diplomata da missão brasileira, esse tipo de inversão aparente de valores tem sido usada por países desenvolvidos para `graduar” nações como Brasil, Índia e China, impedindo sua qualificação como receptores de ajuda econômica.

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