Mais de R$ 13 milhões em multas por crimes ambientais na Amazônia

Pelo menos 28 homens da Força Nacional combatem crimes ambientais no município de Humaitá (distante 580 quilômetros de Manaus). A tropa foi mobilizada pelo governo do Amazonas para controlar focos de incêndios na região no âmbito da Operação Guardiões do Bioma.

Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, general Mansur, o novo efetivo atua de forma integrada com os agentes da operação Tamoiotatá, uma ação do governo estadual em defesa do meio ambiente.  Ele esteve em Humaitá para acompanhar as medidas de combate às queimadas.

Mansur alinhou estratégias nas ações do sistema de segurança em áreas localizadas ao sul do Amazonas. “O objetivo principal é recepcionar a Força Nacional, que é formada por bombeiros de diversos Estados. O efetivo veio a pedido do governador do Estado junto ao Ministério da Justiça para reforçar a Operação Tamoiotatá no sul do Amazonas. E, também, para aproveitar a visita, vou aos locais onde estamos operando. Nós aumentamos o efetivo da Tamoiotatá, adquirimos equipamentos”, garantiu Mansur.

Segundo dados do governo federal, mais de R$ 13 milhões já foram aplicados em multas por crimes ambientais na Região Amazônica. Os trabalhos têm obtido resultados positivos no combate a ações contra o ambiente nos Estados da Amazônia Legal.

Hoje, mais de 600 homens da Força Nacional estão atuando nos Estados do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Desde 1º de janeiro, foram apreendidos 15.550 litros de combustíveis, houve 4.065 abordagens a pessoas e fiscais apreenderam quase 2 mil metros cúbicos de madeiras em toras.

E ainda foram realizadas 763 fiscalizações, com o resgate de 186 animais. Hoje, a atuação da Força Nacional está focada, principalmente, na proteção ambiental, informou o ministro da Justiça, Anderson Torres.

“O governo federal está atento, com ações fortes e integradas, especialmente no combate aos crimes ambientais”, disse o ministro. “Seguimos à disposição de Estados e dos órgãos que atuam na prevenção e na repressão da criminalidade no País”, acrescentou Torres.

A Força Nacional de Segurança atua na região em apoio a órgãos como a Funai (Fundação Nacional), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, PF (Polícia Federal), Ministério de Minas e Energia, governos do Amazonas, de Rondônia e de Roraima.

São realizadas operações em áreas indígenas, há ainda policiamento ostensivo ambiental e policiamento ostensivo em apoio aos governos locais.

Só até a metade do último mês de agosto, foram registrados 4.167 focos de queimadas em todo o Amazonas. O número é maior que o registrado em julho deste ano, que foi de 1.173 focos de calor, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que monitora os focos de calor por satélite,

“Temos acompanhado diariamente todas as informações dos alertas, tanto do desmatamento, quanto de queimadas. Como estamos entrando em um período de seca, por causa do verão amazônico, há um aumento de alertas de queimadas, em especial concentrado no sul do Estado”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Costa Taveira.

O governo do Amazonas anunciou que já foram investidos pelo menos R$ 615 mil na compra de novos equipamentos para uma força-tarefa que está estruturando brigadas ao sul do Estado, além da ampliação de efetivo e novas tecnologias para a Operação Tamoiatatá, reforçando o combate ao desmatamento e queimadas ilegais no Estado.

Foto/Destaque: Divulgação

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