10 de abril de 2021

Mais de 32% não sabem o que comprar no Dia das Mães

O IFpeam (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) realizou no mês de abril a pesquisa de intenção de compras e confiança do consumidor para o mês de maio de 2010 em Manaus

O IFpeam (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) realizou no mês de abril a pesquisa de intenção de compras e confiança do consumidor para o mês de maio de 2010 em Manaus. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores, levando em consideração suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação futura da economia local.
Na análise do desempenho dos principais indicadores da pesquisa de intenção de compras e confiança do consumidor de Manaus, foi verificado que as oscilações ocorridas na situação financeira familiar e na empregabilidade têm influenciado diretamente nos hábitos de consumo das famílias e na situação econômica dos amazonenses, que se apresentam cautelosos quanto à aquisição tanto de bens duráveis, quanto semiduráveis.
Mesmo cautelosos, os consumidores estão dispostos a ir às compras no Dia das Mães, pois 50,2% dos consumidores entrevistados responderam que desejam comprar um item específico para o período. Destes, 32,8% ainda não sabem o que comprar. Dos itens já definidos pelo consumidor se destacam a compra de roupas (17,4%), calçados (6%) e convite para almoço ou jantar (5%).
A escassez de emprego se reflete na situação financeira da família, pois para 60,2% dos entrevistados a situação permanece a mesma quando comparada com o mês anterior, sendo que para 6,5% está um pouco ou muito pior. Já a perspectiva para os próximos seis meses é mais animadora, pois 76% relataram que a situação estará um pouco ou muito melhor.
Apesar da expansão de shoppings na capital amazonense, 69,8% dos consumidores ainda preferem realizar suas compras no Centro, levando em consideração principalmente os preços, as variedades de produtos, variedade de lojas e as promoções.

Preocupação com alta de preços diminui

Um dado que diminuiu quando comparado às pesquisas anteriores é a preocupação do consumidor em relação ao aumento de preços praticados no comércio varejista de Manaus, demonstrando certo otimismo na economia para os próximos meses.
Na avaliação do desempenho por segmento, foram observadas oscilações em todos os ramos no decorrer do período estudado. “Tal avaliação é essencial para verificarmos quais os setores sofreram maior impacto devido às transformações econômicas ocorridas e as mudanças nos hábitos de consumo”, destacou a entidade, por meio de texto distribuído à imprensa.
O maior conhecimento dos hábitos de consumo das famílias amazonenses e o uso adequado das informações relativas ao padrão de consumo colocam as empresas de varejo em uma posição privilegiada em relação aos fornecedores. Este poder, inclusive, vem sendo explorado pelo setor, por exemplo, por meio de importação de produtos e do lançamento de marcas próprias, cujas vendas já estão crescendo no Brasil, embora ainda representem uma pequena parcela.

Marcas próprias

Para os varejistas, as marcas próprias aumentam a lucratividade, principalmente nos produtos com margem de lucro baixa, além de reduzirem sua dependência dos poucos fornecedores que dominam o mercado. “Nesse contexto, as relações de compra e vendas que ocorrem entre varejistas e consumidores finais apresentam melhores ganhos para as duas partes, pois, a partir do conhecimento real dos hábitos de consumo, torna-se mais fácil investir em bens que atendam as necessidades dos consumidores, evitando imobilização de capital em investimentos sem retorno imediato”, analisou a entidade.
O bom desempenho nos negócios baseado exclusivamente na idéia de que o produto é bom e se vende por si mesmo, prossegue o instituto, chegou ao fim. A crescente competição entre as empresas, agora também a nível mundial, condenou a concorrência baseada somente no produto. “Alta qualidade e custo real não funcionam mais como diferenciais competitivos. Neste sentido, mostra-se insustentável uma posição competitiva baseada tão somente na oferta de produtos, sem considerar o elemento essencial das relações de mercado: o consumidor”, concluiu.

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