19 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Mais 4.159 postos de empregos formais em maio

O Amazonas abriu 4.159 vagas de trabalho com carteira assinada, em maio. Pelo quinto mês seguido, as admissões (+19.788) superaram as demissões (-15.629), permitindo acréscimo de 0,92% sobre o estoque anterior. Foi o melhor desempenho para os empregos formais no Estado neste ano, superando não apenas abril (+3.715), mas também os números de 12 meses atrás (+3.822). Serviços, comércio e construção impulsionaram as contratações. Agropecuária e indústria retomaram as contratações, mas, em sintonia com a crise do IPI, e o choque de oferta de insumos, tiveram saldos tímidos.

O desempenho proporcional do Amazonas em maio voltou a superar a média nacional (+2,58%) e da região Norte (+2,69%) para o mesmo período. A maior parte dos novos postos de trabalho veio de Manaus (+0,88% e +3.653). Com isso, o Estado também se manteve no azul nos acumulados do ano (+2,92% e +12.975) e dos últimos 12 meses (+9,83% e +40.956). O estoque –que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos – chegou a 457.901 ocupações formais. É o que revelam os números do “Novo Caged”, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência, nesta terça (28).

Em paralelo, o Brasil gerou 277.018 empregos celetistas, no mês passado, com 1.960.960 contratações e 1.638.942 desligamentos. O número ficou melhor do que o de abril (+196.966), superando as expectativas. Mas, ainda ficou pouco abaixo do patamar apresentado em maio do ano passado (+278.705). Em cinco meses, foram criados 1.051.503 postos de trabalho em todo o país, situando o estoque brasileiro em 41.729.858 vínculos empregatícios. Todas as atividades econômicas –especialmente serviços, comércio e indústria –e unidades federativas tiveram saldos positivos. 

Serviços e construção

As cinco atividades econômicas também fecharam maio no campo positivo, no Amazonas. E, assim como ocorrido em âmbito nacional, os serviços (+1,33% e +2.730) responderam por 65,64% da oferta e se mantiveram no topo do ranking de geração local de empregos, em termos absolutos –embora já em número pouco abaixo do contabilizado em abril (+2.994). Em termos absolutos, os destaques vieram novamente dos segmentos de informação, comunicação, atividades financeiras e imobiliárias (+4.938) –especialmente atividades administrativas e serviços complementares (+3.663).  

Favorecido pelo Dia das Mães e pelos preparativos para o Dia dos Namorados, o comércio –que incluiu a atividade de reparação de veículos –do Amazonas emendou um quarto mês de crescimento, ao criar 928 postos de trabalho formais, e registrar alta de 0,88% sobre o estoque anterior. Foi um desempenho melhor do que o de abril (+802). O maior impulso continuou vindo do varejo (+819), sendo seguido de longe pelo atacado (+76) e pelo segmento de reparação de automóveis e motocicletas (+33).

A construção (+468) veio na terceira posição em termos absolutos, mas alcançou a maior alta proporcional (+1,95%), ao multiplicar o saldo anterior (+54) por oito. A atividade foi favorecida pela construção de edifícios (+221), e pelos serviços especializados para o setor (+253) em detrimento das obras de infraestrutura (-6). A agropecuária (+0,31% e +11) emendou um segundo mês de alta, especialmente na produção florestal (+20%), que foi alavancada pelas atividades de apoio à atividade. Já os segmentos de pecuária, pesca e produção de lavouras permanentes, entre outros, foram na direção contrária. 

A indústria em geral interrompeu uma série de dois meses em queda para criar 22 vagas celetistas, gerando variação positiva de 0,02% na comparação com o estoque anterior. O saldo foi puxado pelos segmentos de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (+64), de eletricidade e gás (+34) e da indústria extrativa (+10), enquanto a indústria de transformação (-86 e -0,08%) foi a única a efetivar cortes.

No acumulado do ano, por outro lado, apenas três setores conseguiram saldo positivo no Amazonas. A maior variação no crescimento de empregos gerados também veio da construção (+5,48% e +1.272), que foi o terceiro em números absolutos de oferta de postos de trabalho. Serviços (+5,29% e +10.463), e comércio (+1,75% e +1.831) também avançaram. Em contraste, a agropecuária (-306) e a indústria (-285) seguem com dados negativos.

Crise e oportunidades

Em entrevista anterior à reportagem do Jornal do Commercio, o presidente da Fieam, Antonio Silva, enfatizou que a crise aberta pelos decretos do IPI ainda não gerou impactos no mercado de trabalho da indústria do Amazonas, já que a desmobilização de uma planta fabril e de “maciços investimentos” não é “simples” ou “decidida repentinamente”, e a questão ainda permanece em discussão”. O dirigente lembrou que o setor vem tendo sua capacidade de oferta inibida pela dificuldade de obter insumos e avalia que a manufatura amazonense tem conseguido manter alguma estabilidade em meio à crise.

O presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Amazonas), Frank Souza, avaliou, também em entrevista anterior à reportagem, que a atividade continua com saldo positivo de empregos por conta dos empreendimentos lançados em 2021, já que as obras levam de seis a oito meses para efetivamente começarem –e empregarem –, após o lançamento e as vendas. O dirigente considera que, apesar do recorde de lançamentos e vendas obtido pelo segmento imobiliário no primeiro trimestre, a desaceleração das obras de infraestrutura em ano eleitoral, e os desestímulos das altas da inflação e dos juros devem limitar a capacidade de crescimento da construção civil do Amazonas, neste ano. 

O presidente da ACA, Jorge de Souza Lima, avalia que os números do Novo Caged para serviços e comércio não surpreendem, em face dos desempenhos dos setores. No entendimento do dirigente, ambos foram favorecidos não apenas pelo refluxo da pandemia e pela flexibilização das regras de distanciamento social, mas também pelo aumento dos investimentos empresariais e da demanda reprimida, a despeito dos obstáculos criados pela inflação e pelos juros. O comerciante também se diz otimista em relação ao segundo semestre, que costuma mostrar números melhores para os lojistas.

“Nos serviços, o que você mais vê são muitos pedidos e muitas entregas, o que ajuda nos segmentos de informática e transportes, entre outros. O setor de turismo também está crescendo. Em junho, tivemos o Dia dos Namorados e o Boi de Parintins, o que ajudou nos serviços e no comércio. Uma prova de que o setor está alavancando por aqui é a vinda de grandes empresas para o Amazonas, como as Casas Bahia e as lojas Havan, o que deve ajudar a aumentar a oferta de empregos nos próximos meses, que devem seguir em alta”, finalizou.

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