10 de abril de 2021

Maioria dos casos passa longe da Justiça

A maioria dos casos atendidos pelo Procon (Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor) do Amazonas são resolvidos sem que haja necessidade de encaminhar a ocorrência para o âmbito jurídico

A maioria dos casos atendidos pelo Procon (Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor) do Amazonas são resolvidos sem que haja necessidade de encaminhar a ocorrência para o âmbito jurídico. A informação é do diretor do órgão, Guilherme Ferreira, ao revelar o balanço das atividades do órgão em 2009. Na avaliação do dirigente, há ainda grande timidez por parte da população que, por desconhecimento e medo, deixa de ir ao Procon. Ferreira destaca, entretanto, que o ano que se inicia será marcado por iniciativas para contornar esta questão.
Uma delas diz respeito à parceria que volta a ocorrer junto à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), para a realização de palestras aos lojistas dos oito principais centros de compras da cidade. Eventos de caráter informativo junto as escolas e instituições de ensino também serão organizados para fazer dos estudantes multiplicadores do conhecimento. “A intenção é fazer um trabalho de base e mostrar como funciona o atendimento do Procon”, adiantou o diretor.
As principais reclamações, de acordo com Ferreira, são relacionadas às empresas de telefonia, serviço de abastecimento de água e energia. Muitos casos, destacou ele, ocorreram porque algumas pessoas que não tinham hidrômetro passaram a ter o serviço. A mudança fez com que a conta mensal ficasse mais cara uma, vez que o abastecimento passou a ser medido. “Existe um sério problema da falta de cultura da cobrança pelo serviço prestado”, complementou o Ferreira.

Audiência marcada

O segurança Vivaldo Rodrigues, 50, esteve na manhã de ontem na sede do Procon para resolver uma questão de cobrança indevida de serviço de água. Ele conta que, antes, contudo, foi diretamente na empresa responsável pelo abastecimento. Como não solucionou a questão, decidiu buscar atendimento no Procon. “Foi marcada uma audiência para ajustar o valor cobrado. Estou muito satisfeito com o serviço prestado aqui pelo Procon”, declarou o segurança.
Quanto à média de atendimentos, o diretor informa que, diariamente, são realizados cerca de 80 atendimentos. Somente em 2009, o Procon registrou 40 mil reclamações. Deste total, 5% não são de competência do órgão como os casos de questões que envolvem pagamento de pensão alimentícia, cobrança de impostos, dentre outras. O Procon funciona na rua Afonso Pena, número 38, no bairro Praça14, zona sul. Há também postos do órgão instalados nos diversos PACs (Posto de Atendimento ao Cidadão) distribuídos pela capital amazonense. O telefone de atendimento ao consumidor é 0800-921512.

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