12 de abril de 2021

Maior eficiência no uso de energia elétrica é possível pelo consumo racional

A demanda por energia elétrica não para de crescer. Para gerá-la, paga-se um alto custo ambiental. Face a essa situação, choca perceber quantas falhas ainda persistem em sua produção, distribuição e consumo

A demanda por energia elétrica não para de crescer. Para gerá-la, paga-se um alto custo ambiental. Face a essa situação, choca perceber quantas falhas ainda persistem em sua produção, distribuição e consumo. Constata-se, porém, que uma melhor eficiência é possível em cada uma dessas etapas.
A começar pelo consumo. O Inmetro e o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), da Eletrobrás, criaram o Selo Procel, que indica os produtos mais eficientes no consumo de energia. Desde lâmpadas, geladeiras e televisores até motores. Portanto, os cuidados podem iniciar já no ato da compra dos aparelhos elétricos. Quem tem aparelhos muito antigos em casa, deve avaliar a sua troca, contribuindo assim para o equilíbrio do planeta e também do próprio bolso.
Gestos como esses tomados isoladamente podem parecer insignificantes, mas influem decisivamente nas macrocondições ecológicas e socioeconômicas. “O governo não terá necessidade de fazer uma usina de 600 megawatts porque vai haver um menor consumo de energia”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao anunciar, em fevereiro passado, o programa nacional para substituição de 10 milhões de geladeiras antigas, que gastam muito e ainda utilizam gases CFC em seu funcionamento.
Outra medida simples e já bastante difundida é a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. As lâmpadas fluorescentes chegam a ser 80% mais eficientes em seu consumo de energia do que as incandescentes. Contudo, deixam um passivo de risco de contaminação por mercúrio.
Cada lâmpada tem uma quantidade pequena de mercúrio –nos EUA, os fabricantes se comprometeram a limitar a concentração a 6 mg em lâmpadas de 25 a 40 W– o que não prejudicaria um adulto sadio. Contudo, se cinco lâmpadas se quebrarem num ambiente pouco ventilado, já trarão um alto risco imediato a quem estiver por perto. O mercúrio inalado ou ingerido entra na corrente sanguínea e se instala nos órgãos, de onde o organismo não consegue mais eliminá-lo.
A correta destinação dessas lâmpadas após o uso conta, atualmente, com raras opções.
No Estado de São Paulo, a empresa de engenharia ambiental Apliquim (http://www.apliquim.com.br/) investiu em maquinário importado para poder reciclar esse tipo de lâmpada e recuperar o mercúrio de seu interior de forma segura.

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