Maior demanda da indústria eleva importação de gás boliviano

A Petrobras informou ontem que a importação de gás boliviano voltou a crescer no início de outubro. Segundo o gerente executivo de marketing, Antônio Eduardo Monteiro de Castro, a recuperação da atividade industrial, aliada a despachos extras em usinas termelétricas e testes nos terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito), fez com que fossem comprados 24,3 milhões de metros cúbicos de gás diários, em média, com pico de 26,5 milhões de metros cúbicos no último sábado.
Em setembro, foram importados, em média, 20,4 milhões de metros cúbicos/dia de gás boliviano. O contrato da Petrobras com a Bolívia prevê importação de até 30 milhões de metros cúbicos/dia. Caso a estatal importe volume inferior a 19 milhões de metros cúbicos/dia, tem que pagar multa aos bolivianos.
Monteiro de Castro negou rumores de que a Petrobras tenha iniciado negociações para alterar o contrato, devido ao volume mais baixo de importação. Salientou que desde maio, a indústria vem ampliando o consumo de gás. “O mercado industrial está demandando mais, vem crescendo desde maio”, observou.

Conflito com o TCU

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, avaliou as recentes divergências entre a estatal e o TCU (Tribunal de Contas da União), e não poupou críticas à atuação de órgão reguladores e fiscalizadores.
“Os órgãos fiscalizadores têm que se ajustar a essa nova realidade, que tem muito mais obra acontecendo, muito mais atividade, tem o PAC, infraestrutura sendo montada, com empresas e setor público investindo mais. E os órgãos continuam ainda com a visão do tempo de controle e de fiscalização”, declarou.
Para ele, os recentes conflitos vão resultar num processo de convergências entre diferentes partes. Ele frisou que está havendo um processo de “adaptação mútua”, e a tendência é que os problemas diminuam.

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