Máfia da pirataria gera prejuízo aos lojistas de Manaus

A venda de produtos piratas movimenta no Brasil R$ 40 bilhões por ano. Em Manaus, esse comércio ilegal no Centro da cidade chega a causar a queda de 20% no faturamento das empresas e, com isso, impede a geração de milhares de empregos diretos, afirmou o presidente da CDL Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag.
Além disso, o porta-voz da CDL destaca que esse mercado traz prejuízos também à arrecadação de impostos do Estado, já que os produtos de origem desconhecida, não possuem nota fiscal. “Para quem compra, o preço baixo é o maior atrativo, mas não há nenhuma garantia de qualidade, acaba sendo o barato que sai caro, porque se quebrar o consumidor não tem direito algum para trocar o produto adquirido”, frisou Assayag.
Para quem frequenta o Centro da cidade, não é incomum encontrar a venda de produtos piratas, que vão desde falsificações de marcas famosas de óculos, bolsas, relógios, videogames, celulares até DVDs e CDs. “O cliente gosta é de novidade, principalmente aquele filme que ainda não foi lançado ou aquele acessório que apareceu na novela”, comenta uma vendedora ambulante que não quis se identificar.
Para o universitário, Thiago Oliveira, que costuma comprar jogos de videogames com os camelôs, o baixo preço é o principal motivo dos consumidores adquirirem esses tipos de produtos. “É claro que a qualidade não é a mesma que o de um original, mas em compensação não sai caro para o bolso de quem não pode pagar, como é o meu caso, que pago R$ 10 ou R$ 15 em um jogo que custaria pelo menos R$ 200 na loja”, aponta.
De acordo com Rafael Assayag, titular da Semex (Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro), na próxima semana, será apresentado um plano estratégico para requalificação do Centro, com prioridade para a realocação dos camelôs. “A intenção é conter o avanço do comércio irregular pelas ruas do Centro”, frisou o secretario, que esta semana denunciou a possibilidade da atuação de máfias na área central da cidade e, que elas estariam lucrando através da cobrança do aluguel de bancas de vendedores ambulantes.
Segundo o delegado da Polícia Federal, Domingos Sávio Pinzon, não é descartada a possibilidade da presença de máfias, no Centro de Manaus, também na introdução de produtos piratas e prática de contrabando. “A maior parte das mercadorias importadas que temos apreendido são camisas e tênis falsificados”, revelou.

Apreensão recorde

E para quem pensa que esse comércio ilegal, caracterizado como crime, não causar nenhum diferença na economia do Estado, se engana. Segundo dados, da Delegacia da Receita Federal de Manaus, somente no ano passado, foram apreendidos R$ 3,2 milhões em mercadorias ilegais.
Já na operação, que aconteceu no início do mês, a Receita Federal e a Polícia Federal fizeram uma apreensão recorde, que resultou em R$ 4,3 milhões de mercadorias ilegais e 21 caminhões de produtos no Centro da cidade. A operação Guarda Volume fiscalizou 40 estabelecimentos suspeitos de serem clandestinos. Os produtos eram, na maioria, importadas e não continham o Selo do Inmetro. Entre os objetos apreendidos na operação estão brinquedos, bolsas, roupas e sapatos. Todo o material foi encaminhado à Receita Federal para análise.

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