Lula diz que protecionismo trava produção de biocombustível

Em discurso para empresários brasileiros e suecos em Estocolmo, opresidente brasileiro disse que o comércio internacional de biocombustíveis ainda enfrenta barreiras “injustificáveis” e que será “impossível” expandir significativamente o mercado dos combustíveis alternativos na União Européia enquanto esse tipo de política persistir.
O recado do presidente foi muito mais voltado aos demais membros do bloco, já que o governo sueco defende tarifa zero para a importação do produto. Lula reclamou explicitamente das tarifas do álcool combustível ao compará-las com o petróleo.
“Embora os custos para produzir etanol no Brasil sejam quase a metade dos europeus, a União Européia impõe ao etanol brasileiro tarifas que podem alcançar 55%. Em contraste, no caso do petróleo, não passa dos 5%. Será impossível expandir significativamente o mercado para biocombustíveis na União Européia enquanto persistirem políticas protecionistas”, criticou. A já conhecida obsessão do presidente brasileiro pelo tema foi definida ontem pelo próprio como “loucura” pelos biocombustíveis. “Mas por que, então, essa loucura pelos biocombustíveis?”, questionou ele, para logo em seguida citar uma série de vantagens dos combustíveis alternativos sobre o petróleo, este último definido por ele como “um mundo com poucas empresas com extraordinária rentabilidade e com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ainda para controlar o preço”.
“Eu, às vezes, fico preocupado quando falam, porque as pessoas podem pensar: “Bom, o presidente Lula está falando porque não tem petróleo”. Temos petróleo, somos auto-suficientes, e temos uma das empresas mais modernas do mundo”, acrescentou.
A dissonância entre países desenvolvidos, de um lado, e em desenvolvimento, de outro, na área agrícola é um dos principais motivos de impasse das negociações sobre a Rodada Doha. Lula defende igualar as regras aplicáveis aos produtos agrícolas àquelas que incidem sobre o comércio de bens industriais. Os países ricos não aceitam.
A ênfase repetida por países da União Européia em comprar apenas biocombustíveis “corretos” fez Lula citar em dois momentos, na passagem pela Suécia, a iniciativa brasileira de criar um “selo” ambiental e social aos biocombustíveis.
Mais tarde, em um instituto de tecnologia sueco, Lula afirmou que o Brasil pode ampliar sua produção de álcool de forma rápida e segura para atender à demanda interna e externa.

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