Lula demonstra temor com inflação

Questionado se teme um superaquecimento da economia e se prepara alguma medida em relação a isso, Lula disse que o governo “vai trabalhar duro” para manter a inflação nos atuais patamares e para evitar
um superaquecimento. “Por que tudo que é superaquecido queima”, disse Lula em Estocolmo, segunda etapa de giro que ainda o levará a outros dois países nórdicos e à Espanha. De acordo com o presidente Luiz Inácio, o governo quer que a
economia cresça com a “tranqüilidade do não-crescimento da inflação”. Mas ponderou: “Eu acho que o consumo está fortalecido, mas é importante lembrar que nós estamos também chegando próximo do final do ano, nós vamos trabalhar duro
para manter a inflação (controlada). Eu digo sempre no Brasil, e disse num pronunciamento no último final de semana: quem achar que vai voltar a ganhar dinheiro no Brasil com a inflação vai quebrar a cara. Porque o povo aprendeu que a inflação
baixa é um patrimônio de conquista da sociedade que vive de salário. Por isso nós não vamos deixar ela voltar”. Após já ter defendido a decisão do Banco Central de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, contra meio ponto em reuniões anteriores,
Lula disse que o governo não tomará “nenhuma atitude para frear a economia”. Presidente Lula, sem citar nomes, criticou seus antecessores: “Não vamos tomar nenhuma atitude para frear a economia. Porque, historicamente no Brasil, quando a
economia começava a crescer, aparecia alguém para colocar os dois pés em cima do crescimento e jogar balde d’água. Então nós nem queremos superaquecer nem jogar água gelada. Queremos que (a economia) continue no caminho em que está,
porque está bem, e o Brasil só tem a ganhar”. Aumento de preços A remarcação de preços, principalmente nos alimentos, tem pressionado a inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto subiu 0,47%, quase o dobro do resultado
de julho -0,24%. Na terça passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o aumento de preços acendeu o “sinal amarelo” no governo. Num país que impôs como meta eliminar o petróleo da matriz energética até 2020, a insistência de Lula em
estimular o álcool combustível recebeu excelente acolhida na Suécia, na visão do governo brasileiro. Ainda mais após o anúncio feito pelo premiê sueco, Fredrik Reinfeldt, de que seu governo pretende pôr fim, até 2009, a uma sobretaxa sobre o álcool
importado, criada para estimular a produção interna. Na prática, o fim dessa tarifa baixará o preço do álcool nos postos em cerca de 5 a 10 centavos de coroa sueca.

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